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Vereadores de Plácido de Castro vendiam gados furtados da Bolívia no Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 14/11/2018 07:38
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A Polícia Federal prendeu preventivamente os vereadores de Plácido de Castro Denys Ferreira (PP) e Julio Cesar (PT), pelo comércio ilegal de carne bovina no estado do Acre. A operação denominada Sangue Amargo teve mandados de prisão para mais seis pessoas, entre empresários, servidores públicos e funcionários do vereador Denys.

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De acordo com os autos do processo, o grupo fazia o contrabando de gados da Bolívia para os estado do Acre. Os animais eram entregues no frigorífico Boi Bom, no município de Acrelândia. Depois, a carne dos animais era comercializada e foram até licitadas para a prefeitura de Plácido de Castro.

O delegado da Polícia Federal Fares Antoine Feghali informa que a carne destes animais pode ter sido comercializada para outros municípios e até estados. Se tem o conhecimento de que parte dos gados eram furtados e não eram submetidos as regras da vigilância sanitárias brasileira.

“Não havia fiscalização de vacinas e procedência do gado. E com isso, a população corria de serem contaminadas por doenças que o gado pode transmitir, desde Febre Aftosa e Brucelose”, segundo o delegado. O próprio rebanho acreano ficou exposto a contaminação por estas doenças.

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O grupo atuava ao menos a três anos e os envolvidos terão que responder pelo comércio de animais de origem e procedência desconhecida, falsidade ideológica, corrupção de agentes públicos, fraude a licitações e outros ilícitos em investigação

A policia deu cumprimento a 26 mandados judiciais, sendo que 10 foram de busca e apreensão. Além dos vereadores, foram alvos da operação: José Ribeiro de Melo (Zé Boçal), Samuel Pereira de Souza, Leandro Barroso da Silva, Jair Feitosa Bezerra, Francisco de Oliveira Ribeiro e um outro homem, identificado apenas como Gerson. Todos tiveram a prisão preventiva decretada e os bens e imóveis bloqueados.

Denys Ferreira: é vereador, advogado e proprietário de açougue, ele é acusado de ser o responsável por chefiar os demais envolvidos.

Julio Cesar: é vereador e servidor público do Idaf, ele possibilitava e emitia as Guias de Transporte Animal.

José Ribeiro de Melo (Zé Boçal): é funcionário e tio de Denys, ele cuidava da logística do gado, e o armazenava em uma colônia na Bolívia até a travessia para o Acre.

Samuel Pereira de Souza: servidor do Idaf, ele emitia as Guias de Transporte de Animal, ideologicamente falsas, para camuflar a origem ilícita dos gados.

Leandro Barroso: é subordinado do Zé Boçal, atuava no transporte do gado.

Jair Feitosa: é o motorista responsável pelo transporte ilícito, pagamento de suborno aos policiais e fuga de fiscalização.

Gerson: é o responsável pela corrupção de agentes públicos que facilitaram atuação da organização criminosa. Atuava na facilitação da passagem do gado do lado boliviano para o brasileiro.

Francisco de Oliveira: era um dos compradores dos gados ilícitos, e além de se beneficiar dos crimes, atuava como olheiro do grupo.

Natan Peres

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