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Gladson Cameli foi “traído” e não consegue emplacar novos chefes do Sebrae

Por Redação Juruá em Tempo. 05/12/2018 22:23
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O governador eleito Gladson Cameli sofreu um duro golpe na tarde desta quarta-feira, dia 05, durante a reunião do Conselho Deliberativo Estadual (CDE). Gladson tinha como candidato a superintendente o bancário Marivaldo Melo, amigo pessoal do senador Sérgio Petecão, e que tinha as bênçãos de Cameli para chefiar o órgão.

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Há menos de 20 dias de assumir o posto de governador, Cameli, como afirmam interlocutores, teria sido “traído” por conselheiros que disseram votar segundo a preferência dele durante a reunião do Conselho do Sebrae acreano. Derrota que rendeu um “pico de pressão” ao governador.

Como superintendente, o Sebrae terá Marcos Lameira, empresário e atual vice-presidente da Federação do Comércio do Acre (Fecomércio). Ele é ligado a Leandro Domingos, que já foi presidente da Junta Comercial do Acre (Juceac) e tem ligação forte com o governador Sebastião Viana e a Frente Popular.

Lameira, que já foi dono de pelo menos uma drogaria, vai receber cerca de R$ 23 mil para dirigir o Sebrae no Acre a partir de 2019. Atualmente, como braço direito de Domingos na Federação do Comércio, o advogado tem substituído o empresário que, agora, foi indicado a um cargo na Confederação Nacional do Comércio (CNC).

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Uma das curiosidades do pleito foi a retirada do nome de Assuero Veronez, que tinha se colocado como candidato ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE). O anúncio de desistência foi feito na manhã desta quarta-feira, dia 05.

Lameira venceu a eleição com os votos das seguintes instituições: Federação da Agricultura, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Federação das Indústrias, Instituto Evaldo Lodi, Secretaria de Planejamento do Acre, Sebrae Nacional, Fundação de Tecnologia do Acre e Federação do Comércio.

A reunião do Conselho foi suspensa por conta de um empate na escolha do presidente do Colegiado. Após o retorno, o vice-reitor da Universidade Federal do Acre, Josimar Batista, que estava votando em Rubenir Guerra [também candidato de Gladson], resolveu mudar de voto e apoiou o presidente da Federação das Indústrias, José Adriano Ribeiro, que acabou eleito.

No final das contas, quem traiu o governador?

 

Por João Renato Jácome

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