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Polícia Federal deflagra “Operação Sufrágio” e pelo menos três pessoas são presas por fraude nas eleições deste ano

Por Redação Juruá em Tempo. 20/12/2018 15:14 Atualizado em 20/12/2018 15:48
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Um dos presos é o vereador Keleu, do PDT; 15 pessoas são levadas para depor e foram apreendidos computadores e celulares da Câmara Municipal

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Confirmado: o vereador Keleu, que vinha exercendo seu primeiro mandato pelo PDT de Cruzeiro do Sul, acaba de ser conduzido ao presídio “Manuel Nery”, acompanhado de mais duas pessoas que não tiveram nomes nem funções revelados, como presos e incursos na Operação “Sufrágio”, desencadeada pela Polícia Federal na cidade nas primeiras horas desta quinta-feira (20). A operação visa investigar captação irregular de votos durante a última eleição, além de transporte irregular de eleitores em barcos e veículos sem o cadastro prévio na Justiça Eleitoral, como exige a lei.

O vereador Keleu é ligado ao deputado reeleito e já diplomado Josa da Farmácia, mas o parlamentar estadual não está sendo investigado.

O delegado Fabrício dos Santos, chefe da delegacia da PF em Cruzeiro do Sul, confirmou, em entrevista coletiva à imprensa, a prisão do vereador e de mais duas pessoas cujos nomes ele não quis revelar para, segundo ele, proteger as investigações. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisões temporárias e oito de busca e apreensão nas residências dos acusados e na sede da Câmara Municipal. Foram apreendidos telefones celulares e computadores portáteis, além do computador principal da Câmara.. “Nós vamos analisar essas mídias e avaliar se há ali algo relacionado às investigações”, disse Fabrício dos Santos. De acordo com o delegado, ao longo do dia deste 19 de dezembro, além dos três presos, pelo menos 15 pessoas serão ouvidas como testemunhas ou pessoas investigadas no caso. No entanto, essas 15 pessoas, depois de ouvidas, devem ser liberadas.

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Na entrevista, o delegado Fabrício dos Santos confirmou que as investigações conduzidas por ele buscam confirmar denúncias de que, na captação irregular de votos para seus candidatos, os acusados chegaram a oferecer em troca lotes de terra, quitação de despesas com alimentação em supermercados, em postos de gasolina, pagamentos por serviços de saúde e até quitação de débitos em funerárias, além do transporte irregular. “Será uma investigação complexa”, previu o delegado.

 

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