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Após quase 20 dias, tenente do Bope suspeito de manter contato com facção continua preso

Por Redação Juruá em Tempo.15 de janeiro de 20192 Minutos de Leitura
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Após quase 20 dias, o tenente do Batalhão de Operações Especiais )Bope) Josemar Farias continua preso após quase 20 dias no Batalhão Policiamento Ambiental (BPA), em Rio Branco. Farias é suspeito de manter contato com membros de facções criminosas para pegar informações para efetuar prisões.

O tenente foi preso durante a Operação Sicário, deflagrada pela Polícia Civil do Acre no dia 27 de dezembro do ano passado. A polícia prendeu Farias após interceptar ligações telefônicas com membros de facções criminosas.

A defesa de Farias confirmou, nesta segunda-feira (14), que entrou com um pedido de habeas corpus para o militar, mas não especificou quando o pedido foi feito. A reportagem não conseguiu mais contato com a defesa até esta publicação.

No dia 31 de dezembro, o advogado de Farias, que pediu para não ter o nome divulgado, falou que o policial justificou à polícia todos as ligações que foram interceptadas. A defesa afirmou que as ligações eram feitas para que o tenente obtivesse informações que não podiam ser dadas pessoalmente.

“Toda polícia trabalha com informantes. Então, ele precisava conversar com alguém para efetuar algumas prisões. Não há nenhum crime nisso aí. Todas as conversas tiveram êxito nas prisões. Não há nenhuma ilegalidade com relação a isso”, justificou na época.

Operação Sicário

 A Operação Sicário, deflagrada no dia 27 de dezembro, prendeu 18 pessoas, sendo 12 em Rio Branco e seis nas cidades de Acrelândia, Plácido de Castro e Cruzeiro do Sul. Durante a ação, a Polícia Civil também apreendeu livros de contabilidade que eram usados por uma organização criminosa, além de armas e drogas.

Ao todo, a operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão contra membros de facções criminosas. O foco da operação é o combate de facções criminosas para coibir crimes praticados pelo grupo como o tráfico de drogas, execuções e até crimes contra a própria administração pública como corrupção.

As investigações levaram cerca de sete meses e contaram com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre (MP-AC).

Por Aline Nascimento

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