A prefeitura de Cruzeiro do Sul anunciou, nesta quarta-feira, 30, a programação de Carnaval deste ano. Serão cinco noites de folia e muita diversão com a apresentação de uma escola de samba e do grupo de marujos, que estava desativado há mais de três anos. A festa começa no dia 1º de março e vai até o dia 5.
Segundo o prefeito Iderlei Cordeiro, o investimento público deve ser inferior ao ano passado, quando foi gasto cerca de R$ 10 mil com a festa. Este ano, a iniciativa privada deve comandar a folia.

“Esse ano vamos inovar com o pequeno e médio empresário. Estaremos lá com equipe de saúde, de trânsito, limpeza e de assistência social. A ideia é resgatar essa cultura que existe no nosso país, além de respeitar a cultura da nossa cidade, que são os marujos”.
Ilderlei também informou que este ano, os cinco dias de folia irão homenagear Magid Almeida, conhecido por ter sido um dos pioneiros em festas de carnaval em clubes da cidade.
“Seu Magid é uma grande lenda do carnaval da nossa cidade. Quando ele saía do clube vinha pra praça. Todo final de festa era aquela alegria”, recorda o prefeito.
Resgate da marujada
A apresentação do grupo de marujos, muito popular nas décadas de 80 e 90, deve ser um dos momentos mais esperados durante a folia. O comandante da marujada, José Soares, de 77 anos, conta que faz parte do grupo desde os 10 anos de idade. Ele é o responsável pelos ensaios e por reunir novos marujos para as apresentações.

“A marujada pra mim é uma vida, uma alegria que temos. Conheci a marujada no porto de Manaus, quando vi os navios e o pessoal da Marinha, todos fardados e bonitos coloquei aquilo na cabeça, que queria servir a Marinha. Mas meu pai não tinha condições de me manter lá, então quando cheguei a Cruzeiro vi a marujada. Tudo que tem na marinha tem na marujada”.
O secretário de Cultura do Município, Aldemir Maciel fala da importância de resgatar valores históricos, como a marujada.
“A marujada é na minha concepção uma das maiores manifestações tradicionais de Cruzeiro do Sul. É a dança folclórica de mais tradição não apenas em Cruzeiro, mas em todo o Acre. Quando falamos de marujos contamos a história, a cultura, a arte de um povo. Esse é o fato mais importante desse carnaval: o resgate dos marujos”.

