Depois de 21 dias que saiu de casa para pescar, o idoso Franecir de Souza, de 65 anos, continua desaparecido no Rio Japiim, em Mâncio Lima, no interior do Acre, e a família não se conforma com o sumiço do pescador.
As buscas já se encerraram, mas os filhos ainda não perderam as esperanças de encontrar o idoso com vida.
Souza saiu de casa no dia 10 de janeiro, na companhia de um sobrinho que voltou para casa no mesmo dia e disse que o tio afirmou que só retornaria no dia seguinte. Como o pescador não apareceu, os familiares passaram a procurá-lo e acionaram o Corpo de Bombeiros.
O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Rômulo Barros, afirmou que, por conta de não ter informações mais precisas do local onde o homem teria desaparecido, não era possível continuar as buscas que foram suspensas duas semanas após o desaparecimento.
Nesta quinta-feira (31), o filho do pescador disse que a família vive dias de angustia. Segundo Francisco Souza, de 29 anos, sua mãe entrou em depressão e todos os familiares vivem na expectativa de encontrar pelo menos o corpo do pescador.
“Minha mãe está até tomando remédio controlado. Está tão difícil. Eu estou aqui sem rumo, fico muito triste. Me sinto como se meu pai não fosse nada na sociedade, porque até agora nada. Ficou por isso mesmo”, lamento o filho.
Nas buscas, os familiares conseguiram encontrar a canoa e os utensílios do pescador, mas não há informações que possam comprovar se Franecir realmente se afogou, uma das hipóteses levantadas inicialmente. Por conta disso, o filho ainda sonha em encontrar o pai com vida.
“O que pesa mais é essa dúvida do que aconteceu com ele. A gente queria encontrar pelo menos o corpo, um vestígio para ter certeza. Vai que ele tá vivo comendo coisas da mata e a gente fica preocupado pensando se tá com fome ou frio. Tenho esperança de encontrar ele vivo ainda”, conclui o filho.
Por Mazinho Rogério

