Um funcionário da Prefeitura de Rodrigues Alves, que preferiu não se identificar, procurou o Juruá em Tempo para denunciar o abandono da Educação Municipal, principalmente na zona rural do município.
Segundo ele, em 2018, o ano letivo começou em maio e terminou entre o final de novembro e começo de dezembro. Isso significa que não foram cumpridas as 800 horas, que devem ser distribuídas em, no mínimo, 200 dias. Isso significa que não foram cumpridas as determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBN, em seu Art. 24, inciso I.

“Aconteceu um verdadeiro genocídio na educação municipal da zona rural. Rasgaram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) e não respeitaram as 800 horas e muito menos os 200 dias letivos, ficando inviável para o professor cumprir, já que por motivos contratuais, foram apenas 8 meses de docência. Isso além de alguns prédios públicos (escolas) que estão abandonados. O que serão das nossas crianças? O que será do futuro dos nossos Filhos? Merecemos respeito, uma escola pública, de qualidade e acessível para as nossas crianças, que garanta a valorização do professor e o direito do aluno”, concluiu o funcionário.
Procurado pela reportagem, o secretário de Educação do Município, o professor Iderlindo Lopes, negou as acusações e frisou a seriedade do trabalho desenvolvido pelos professores e gestores de educação.
“Isso é uma inverdade, não tem nem lógica o que está sendo falado. Hoje, a Educação do Município de Rodrigues Alves é a melhor educação de Ensino Fundamental I do Vale do Juruá. Nós só perdemos para Rio Branco e outros dois municípios. Uma pessoa que faz uma denúncia dessas coloca em cheque o trabalho de cada gestor, a responsabilidade dos professores e esquece que por trás de cada secretaria existe um grupo de profissionais. Aqui, em Rodrigues Alves, trabalhamos a Educação com muita seriedade”.