Os acreanos que elegeram Gladson Cameli (PP) como governador jamais imaginaram que sua gestão fosse agregar tantos secretários de Estado envolvidos em processos judiciais. Muitos deles já condenados, como é caso do novo presidente do Instituto de Previdência do Acre (Acrepevidência), Alécio Dias, e do diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem – julgados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por improbidade administrativa.
A lista de réus do governo progressista não para por aí. O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (MDB), está cotado para a assumir a Secretaria Extraordinária de Articulação Política. Figurinha carimbada no mundo político, Vagner foi condenado por peculato (crime que consiste na subtração ou desvio de dinheiro público) e é réu em outros 15 processos, a maioria deles por improbidade administrativa, que levaram a ter seus direitos políticos cassados.
Vagner Sales também possui suas contas como gestor reprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado do Acre), tendo que ser salvo pela Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul como ocorreu com a prestação de 2010, porém as demais prestações reprovadas pelo TCE permanecem na gaveta a espera de análise, o articulador Vagner Sales seguindo o exemplo do ex-Prefeito James Gomes, não quita suas multas junto ao TCE, fato este que gerou a execução fiscal 0701959-28.2018.8.01.0002.
O futuro articulador político de Cameli já teve, também, seu patrimônio bloqueado judicialmente, em decorrência do processo que responde na Justiça Federal por enriquecimento ilícito, referente a investigação sobre desvios de recursos da Suframa para asfaltamento da estrada até a sua fazenda.
Outro nome de confiança do governador eleito é o ex-prefeito de Senador Guiomard, James Gomes. Nomeado para o cargo de diretor na Casa Civil, James foi condenado no ano passado por improbidade e teve seus direitos políticos cassados.
Marido da suplente de Gladson Cameli no Senado, Marilza Gomes, o gestor também foi julgado pelo TCE, por unanimidade em novembro do ano passado, por inconsistência no uso de recursos públicos (Exercício 2013). De acordo com a sentença, James deve devolver R$ 32 milhões, acrescido de aplicação de multa de R$ 3 milhões, correspondente a 10% do valor, ao Tesouro Nacional.
E apesar de compor uma equipe ficha-suja, o governador Gladson Cameli determinou a seus assessores que realizem uma espécie de varredura na vida pregressa dos nomes que estão sendo enviados pelos partidos aliados para ocupar cargos estratégicos em sua gestão. Mas Gladson poderia seguir o exemplo de outros governantes, que criaram Lei proibindo a nomeação de condenados por corrupção.
Diante de tantos políticos fichas-sujas, empossados para o governo progressista, resta aos acreanos o descrédito das promessas de campanha revestidas de novos discursos para mascarar velhas práticas da política.

