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Mais de 290 celulares foram apreendidos nos presídios do Acre em 2018, segundo Iapen

Por Redação Juruá em Tempo.17 de janeiro de 2019Updated:17 de janeiro de 20193 Minutos de Leitura
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Mais de 290 celulares foram apreendidos em unidades prisionais do estado do Acre em 2018, segundo dados do Instituto de Administração Penitenciária do estado (Iapen-AC). O levantamento levou em consideração as apreensões feitas de janeiro a dezembro do ano passado em sete presídios.

O diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Lucas Gomes, afirmou que o número é alto e que está em contato com a empresa responsável pelo bloqueador de sinal para resolver a situação.

O diretor já havia falado ao G1, na segunda-feira (15), que ia pedir uma inspeção nos aparelhos bloqueadores de sinais telefônicos na unidade. Segundo ele, a apreensão demonstra que os detentos conseguem enviar e receber mensagens mesmo que de forma precária e pontual.

Segundo ele, as ações de fiscalizações e apreensões dentro das unidades devem continuar.

“É um número alto, uma vez que a gente tem, pelo menos no local onde foram as maiores apreensões, bloqueadores de celular. Então, é algo anormal e, inclusive, estou fazendo as tratativas sobre isso com a empresa que presta esse serviço. Na verdade, o que a gente imagina é que tenham alguns pontos cegos e a gente está buscando corrigir isso”, afirmou o diretor.

Conforme os dados, a unidade penitenciária que mais apreendeu no ano passado foi o presídio Francisco d’ Oliveira Conde (FOC), na capital acreana, Rio Branco. De janeiro a dezembro foram apreendidos 122 celulares naquela unidade.

O segundo presídio que teve mais aparelhos apreendidos foi o Evaristo de Moraes (UPEM), em Sena Madureira, no interior do estado, onde foram encontrados 73 celulares. Já Unidade Penitenciária Moacir Prado, em Tarauacá, apreendeu 45 aparelhos no ano passado.

No presídio Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul, o Iapen encontrou 28 celulares em 2018. Em Rio Branco, na antiga UP4, agora chamada de Unidade de Regime Fechado 03 (URF3), os agentes apreenderam 11 aparelhos de celular.

Bloqueadores e investigação

Os bloqueadores foram instalados em maio do ano passado dentro do Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC) e na unidade de segurança máxima Antônio Amaro em Rio Branco.

Na época, o governo informou que foram investidos R$ 2 milhões provenientes do Fundo Penitenciário Nacional da verba de R$ 30 milhões, liberada ainda no começo de 2018 para a Segurança do estado.

Dois meses após a instalação, em julho, o Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um inquérito civil público para apurar denúncias sobre possíveis falhas no sistema de bloqueio de sinais radiocomunicadores.

O órgão informou que algumas denúncias apontaram que o sistema “não estaria funcionando em sua plenitude devido ao suposto aumento de frequência de sinais de algumas operadoras de telefonia móvel”.

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