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Mazinho Serafim anuncia racha com novo governo: “Agora vou ser oposição a Gladson”

Por Redação Juruá em Tempo. 10/01/2019 21:33 Atualizado em 10/01/2019 21:35
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Menos de uma semana depois de receber em Sena Madureira, com festa e faixas de boas-vindas, o governador Gladson Cameli, o prefeito Mazinho Serafim (MDB) anunciou seu rompimento com o novo governo. O motivo seria a disputa pela indicação do gestor do núcleo da Secretaria de Estado de Educação no município.

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A nomeação de Silvano Farias de Figueiredo, indicado para o cargo pelo deputado estadual Gehlen Diniz (Progressistas), publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial, foi o estopim para que Mazinho declarasse guerra ao governador.

Afirmando que não voltará atrás em sua decisão, ele confirmou que nem ele e nem a esposa, a deputada estadual eleita Meire Serafim (MDB), apoiarão mais o governo de Cameli, já que sua indicação não foi acatada.

“Ele quer matar o MDB. Quer matar o meu trabalho. Não teve consideração nem por mim e nem pela deputada [Meire Serafim]. Então não tem mais sentido. Eu não era inimigo dele. Mas agora eu não quero mais [cargos]. Nunca dependi de governo. Agora sou oposição. Ele [Cameli] pode escrever que ganhou um prefeito e uma deputada e um monte de aliados nossos como opositores”, asseverou Serafim.

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Sena Madureira, distante cerca de 144 km de Rio Branco, é a terceira maior cidade do estado, e na eleição para o governo do estado deu a Gladson a maior votação proporcional na comparação com os 22 municípios.

“Gladson precisa entender que em Sena Madureira são dois deputados da base e ele sabe que pretendíamos indicar alguém para a educação. Se continuar assim, ainda vai perder deputados federais, outros prefeitos e aliados que sempre o apoiaram”, disparou Mazinho.

O município também é base eleitoral de Gehlen Diniz, que teve sua indicação atendida pelo correligionário. Consultado pela reportagem, o parlamentar declarou não haver “briga nenhuma com Mazinho Serafim”.

“Não vejo nada de anormal. Sou um deputado aliado do governador, do mesmo partido e que indicou um gestor para um órgão. É a coisa mais natural do mundo. Se outra pessoa tinha pretensão e não foi escolhida, por isso vai se chatear? Eu não encaro a política desse jeito. A pessoa tem que agir com respeito, principalmente com o governador. Se o governador acredita que o gestor que nós apresentamos pode fazer um trabalho melhor nessa área, nós temos que respeitar a opinião dele”, disse Diniz, acrescentando que ajudou a eleger o prefeito de Sena.

“Espero que ele faça um bom mandato pelo bem do município”, completou.

Governo pretende restabelecer o diálogo

O porta-voz do governo, jornalista Rogério Wenceslau, declarou que Serafim e Gehlen “são aliados importantes, necessários para o nosso governo, de modo que o governador vai buscar resolver o conflito com diálogo, como tem sido em todas as disputas”.

Por LAMLID NOBRE

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