O Ministério Público do Acre (MP-AC) exigiu celeridade e transparência nas investigações da morte da atendente Maicline da Costa, de 26 anos. A jovem morreu na noite deste sábado (12) após uma colisão entre motos aquáticas, no Rio Acre, em Rio Branco.
Uma equipe do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do Ministério Público do Acre (MP-AC) está disponível para atender os familiares da atendente.
A família informou no domingo (13), que o acidente foi causado porque o condutor em que a vítima estava fez uma manobra perigosa chamada “cavalo de pau”. A moto aquática colidiu com outro veículo que estava parado e Maicline teve a perna arrancada no momento da batida.
Boletim de ocorrência
Logo após o acidente, a irmã de Maicline, Hinauara Borges, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da 3ª Regional.
Segundo consta no depoimento dela, o condutor que estava com a vítima na moto aquática era o empresário Otávio Costa. Ainda de acordo com ela, ele havia ingerido bebida alcoólica e fez uma manobra perigosa, um cavalo de pau, atingindo a outra moto aquática em que Hinauara estava com o médico Eduardo Velloso.
A reportagem não conseguiu contato com o médico nem com o empresário.
Ao perceber que a vítima tinha tido a perna decepada, ainda segundo a irmã, o empresário teria dito em tom desesperado: “deixa ela aí”. Conforme o depoimento, não deixaram que ela ligasse para o socorro. A vítima foi levada ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) em uma caminhonete particular e morreu horas depois.
Polícia vai ouvir envolvidos
Nesta segunda-feira (14), o secretário de Polícia Civil, Rêmulo Diniz, falou que intimou os envolvidos na colisão. Porém, o secretário relatou que os condutores dos dois veículos não foram encontrados e que a intimação foi entregue a familiares.
“Uma vez que chega ao conhecimento Polícia Judiciária do Acre nós vamos instaurar um inquérito e apurar a conduta. Nesse momento tudo indica que tenha sido um homicídio culposo envolvendo jet skis. Na mesma forma do acidente terrestre o acidente fluvial também é apurado com base no Código de Trânsito Aquático, com as mesmas penalidades”, destacou o secretário.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/P/x/mqg6otTOaF8iwWZAbyMA/img-20190114-wa0002.jpg)
Colisão ocorreu no Rio Acre, em Rio Branco, neste sábado (12) — Foto: Quésia Melo/G1
Motos apreendidas
Em relação às motos aquáticas, o secretário relatou que os veículos foram deixados na Marinha para que fossem preservadas as características que podem dar mais detalhes do acidente. Após a realização de perícia no local, o material deve ser apreendido.
A denúncia de que os condutores dos veículos teriam ingerido bebida alcoólica também vai ser apurada, assim como quem estava na lancha que prestou socorro à Maicline e como ela foi levada para o hospital.
“Se estivessem sob o efeito de bebida alcoólica, usando entorpecentes ou fazendo ‘rachas’ e colocando em risco tanto os usuários dos equipamentos e também dos demais banhistas isso pode mudar a tipificação. Lógico que isso vai depender da apuração dos fatos e vamos ouvir quem se identificou como usuário dos equipamentos e também das testemunhas que possam ter visto o acidente”, afirmou.
Por G1

