Apesar de ofertar um serviço de péssima qualidade, de acordo com os moradores, a Prefeitura de Rodrigues Alves vetou o projeto de lei que propõe a redução em 4% a taxa de iluminação pública, cobrada na conta de luz. O imposto, atualmente, está fixado em 12%.

Se aprovada pelo poder executivo, a PL do vereador Neto do Jamilson fixaria o valor cobrado em 8%, algo que condiz mais com a realidade do município. A proposta aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores foi rejeita pelo prefeito Sebastião Correia.
Segundo o morador do bairro Roberto Leite, Zaquel, a situação demonstra o descaso do poder público. “Todos os meses pagamos esse tributo, com certeza a Eletroacre repassa esse valor à prefeitura e nós não estamos tendo retorno. Nosso bairro está sem iluminação, o que é direito já que pagamos por isso”, salientou.

A precariedade afeta todas as classes socais. Emerson paga em média R$ 60 de contribuição. “Pago entre 55 e 60 reais de taxa destina à iluminação pública, entretanto, a frente da minha casa está tomada pelo mato e total escuridão. Já o meu vizinho, que é vereador da base do prefeito, tem um poste em frente à casa dele. Gostaria de saber qual é o dinheiro que vale mais e se eu não tenho direito de ter iluminação pública no meu bairro? ”, indagou.

Mesmo utilizando pouca energia, Daniel paga uma taxa relativamente alta. “Essa situação é inaceitável. Aqui em casa, a gente paga R$ 17 imposto à prefeitura, mesmo tendo apenas uma geladeira e quatro lâmpadas dentro e mesmo assim o serviço nos é negado.”
Quando assumiu a prefeitura, em 2016, Sebastião Correia aumentou o imposto em 5%, saindo de 7 para 12%, com a justificativa de que o serviço de iluminação pública seria ampliado. Entretanto, o que se vê é o inverso. Quase metade da cidade encontra-se às escuras, colocando em risco a integridade dos moradores.

