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Professores denunciam Prefeitura de Marechal Thaumaturgo por não pagar piso nacional para a categoria

Por Redação Juruá em Tempo.30 de janeiro de 20192 Minutos de Leitura
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Professores do município de Marechal Thaumaturgo procuraram o site Juruá em Tempo para denunciar a prefeitura por contratar profissionais por apenas um salário mínimo ­- o que é ilegal já que o valor está abaixo do exigido pelo piso salarial nacional, reajustado para R$ 2.557,74 este ano. 

Ano passado, a categoria ingressou com uma ação judicial contra o Município, mas a o prefeito Isaac Piyãko continua contratando profissionais com ensino superior e pagando como se tivessem formação inferior.

“Ele está usando dessa artimanha para pargar menos, ou seja, o que ele gasta com um professor de nível superior, ele contrata dois sem formação nenhuma pra poder dar aula para as crianças. O objetivo é só economizar”, explicou uma professora que preferiu não se identificar. 

A professora explica que apenas quando não há profissionais capacitados é que a secretaria de Educação pode contratar professores em formação. 

“Marechal Thaumaturgo tem pelo menos uns 40 professores com nível superior, formados há dois anos. Inclusive estão trabalhando para o Município e recebendo um salário minímo. Tiveram que se submeter ou iriam ficar sem emprego”.

Outras professoras do município denunciaram que o edital aberto nesta segunda-feira, 28, para o preenchimento de vagas para professores não mostrava o valor do salário. 

“Somente após eu contestar com o secretário eles colocaram o valor, e não tinha vagas para nível superior. Eu me estressei porque e os cinco anos que eu passei estudando? Nós, professores recém-formados, não temos a oportunidade de trabalhar, vamos ter que trabalhar por esse salário mínimo. O que adiantou estudar?”, questionou. 

A professora disse ainda que ao procurar o secretário de Educação do Município foi informada de que não haveria vagas para nível superior. 

“Ele disse que eu me inscreveria se eu quisesse, porque o município não estava contratando professor de nível superior. E ele me disse que isso era tudo legal”.

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