Segundo o Boletim do Tesouro Nacional divulgado nesta semana, o repasse financeiro da União para o Acre ultrapassou os R$ 120 milhões, acima do previsto para a primeira parcela de janeiro deste ano. Mesmo com uma folha de pagamentos bem menor que os dos últimos anos e com o grande repasse, o governo de Gladson Cameli quer parcelar a segunda metade do 13º salário de 2018, deixado pelo governo de Tião Viana.
Os dados mostram que a primeira cota do mês de janeiro foi de R$ 102 milhões do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e R$ 25 milhões do Fundo Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), um total de R$ 127 milhões. Os valores já são bem superiores aos do mesmo período do ano passado, que foram de R$ 85 milhões de FPE e R$ 21 milhões de Funded, um total de R$ 106 milhões.
O questionamento que fica é, a equipe de governo quer parcelar para acentuar o desgaste político do governo anterior? Prejudicando os servidores para que lembrem que o governo da Frente Popular não conseguiu pagar integralmente um salário uma única vez?
Há informações que conselheiros com bom senso tentam explicar que esta prática não ajudaria em nada a imagem do governo que se inicía. Só com o restante do 13º, o governo teria que desembolsar um pouco mais de R$ 40 milhões.

