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Extinção do IDM resulta em congelamento de recursos garantidos na gestão de Tião Viana

Por Redação Juruá em Tempo. 19/02/2019 07:32 Atualizado em 19/02/2019 08:21
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Ao extinguir o Instituto de Desenvolvimento da Educação Profissional Dom Moacyr Grechi (IDM), o novo governador Gladson Cameli (PP) não mediu as consequências que isso traria para execução dos cursos e dos recursos assegurados por Tião Viana.

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A instituição, responsável pela oferta pública e gratuita de educação profissional aos jovens e adultos acreanos, teve a maior parte de suas ações financiadas pelo governo federal, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Nos últimos anos, o Estado ofertou pelo IDM quase 50 mil vagas em cursos de educação profissional, nos 22 municípios acreanos.  

Entretanto, ao abolir o IDM com a justificativa de corte de gastos e usar seu CNPJ para criar o Iais (Instituto de Assistência e Inclusão Social) – coordenado pela primeira-dama do Estado, Ana Paula Correia Cameli, o Estado causou transtorno na execução dos projetos, atrasando o pagamento dos 500 bolsistas profissionais e mais de três mil bolsistas educandos, além de inviabilizar o pagamento dos fornecedores de materiais e insumos para a execução de todas as ações de educação profissional. 

A fim de solucionar o impasse, o governador resolveu que as ações (cursos) do IDM até então em andamento seriam assumidas pela Secretaria de Estado de Educação. Contudo, O recurso do Pronatec para conclusão de todo percurso formativo dos cursos em execução está em conta ligado ao CNPJ do IDM, repassado ao Iais que não tem competência para executar as ações de formação.

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 As ações de formação ficaram sob responsabilidade da SEE, que, também não pode gerir os recursos em conta. Logo, todos os projetos e cursos foram paralisados tendo em vista que todos os recursos estão congelados devido a trapalhada administrativa do governo progressista.

A editoria deste jornal foi procurada por profissionais Ceflora – antiga unidade regional do IDM em Cruzeiro do Sul –, que se sentem prejudicados e afirmam não terem acesso as informações do Estado. A indefinição administrativa põe em dúvida, inclusive, a continuidade das ações de educação profissional e a diplomação das turmas dos vários cursos técnicos em andamento. 

“O governo do Estado deve, em imediato, dar resposta positiva ao problema que prejudica profissionais e toda a sociedade acreana”, frisou uma fonte que prefere não se identificar.

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