Imagens que circulam nas redes sociais mostram superlotação no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) no último domingo, 3. As fotos mostram corredores lotados e até pessoas deitadas no chão.
Além das fotos, um vídeo foi gravado por um internauta que estava no local. Ele relata que a situação na observação da unidade de saúde lembra um “campo de concentração”.

“As pessoas estão sendo depositadas aqui. Infelizmente muitas pessoas morrem, Essa é a realidade que estamos mostrando aqui para mostrar a sociedade para ver se as autoridades, os setores competentes tomem providências sobre o que está acontecendo aqui”, diz.
A reportagem procurou a assessoria de comunicação da Sesacre, mas foi informada de que “serão feitas algumas reuniões” para que o órgão se manifeste sobre a situação.
Porém, um servidor do Huerb, que preferiu não se identificar, confirmou a situação caótica na unidade hospitalar durante o fim de semana.

Segundo o funcionário, no último sábado, 2, a observação estava ainda mais lotada ao ponto de deixar os profissionais “sem saber o que fazer”. “A médica que estava na observação colocou a mão na cabeça quando viu a quantidade de pacientes”.
O fechamento do portão principal do Huerb, em novembro do ano passado, com o intuito de readequar o fluxo para outras unidades – fato criticado durante a gestão passada – foi comentado pelo servidor, que acredita que a abertura da unidade para qualquer problema de saúde colabora para a superlotação do local.
“Ano passado muitos criticaram, mas o pronto-socorro não estava com essa superlotação e estava conseguindo atender toda a demanda de urgência e emergência. Agora, ao abrir o atendimento, tem pacientes internados até por uma simples do de barriga, por isso a lotação”.
Sobre a situação da unidade nesta segunda-feira, 4, o funcionário disse que o fluxo de paciente diminuiu. “É muito relativo. De uma hora pra outra aqui fica lotado”.
Quanto aos insumos e materiais básicos para o atendimento de pacientes, ele afirma que ainda faltam algumas coisas, porém, menos do que ano passado quando chegou a faltar materiais simples, como xilocaína e esparadrapos.

