Em decreto publicado no último dia 4, o governador Gladson Cameli determinou que a partir de agora não podem ser solicitadas cotações apenas a empresas do Acre. O texto afirma que deve ter mais de quatro cotações e que 75% delas sejam de outros estados.
Com isso, o governo do Estado desvaloriza o comércio acreano, gerando insatisfação em vários empresários locais. “Quando apenas quatro cotações forem obtidas, três devem ser de outras praças e uma pode ser de empresa local. Para objetos em que o transporte para o Acre tenha peso significativo, devem considerar praças geograficamente mais próximas como a do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Pará e onde o transporte não for um fator preponderante, São Paulo e outras praças do país devem ser consideradas”, assim diz o texto do decreto.
Em nota, o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (ACISA), Celestino Oliveira diz que é “não é possível que alguém em sã consciência tenha assinado um documento para prejudicar a economia do estado”. Ele conclui que “existem várias maneiras de buscar soluções ao invés de limitar o Estado a 25% no valor das revendas para o governo”.
Outro ponto controverso, é porque apenas alguns estados estão sendo priorizados, que são Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e Pará. Não é explicado o motivo.

