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Jornalista é preso por pedofilia em Boca do Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 01/02/2019 09:56
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A Polícia Civil de Boca do Acre, cidade vizinha no estado do Amazonas, prendeu ontem o  diretor interino da escola Estadual  coronel José Assunção, Agostinho Alves Do Vale, também jornalista e responsável pelo semanário Opinião, acusado de pedofilia.  A ação aconteceu como resultado da Operação batizada de “INOCÊNCIA” que também ocasionou a prisão do pedagogo da Escola Estadual José Leite, Eric Kennedy Santos. Os dois foram acusados, depois de fartamente provado em investigação que se prolongou desde o ano passado, de abusar de  alunas de idade entre 12 e 14 anos das escolas em que trabalhavam, forçando as jovens a atividades de cunho sexual, mediante ameaças pela posição que ocupavam ou se aproveitando da ingenuidade das pré-adolescentes. Qualquer ato envolvendo sexo com menor de 14 anos é classificado como estupro de vulnerável com penas agravadas pela incapacidade de consentimento das vítimas

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As investigações começaram em meados de novembro, quando mães e pais de crianças e adolescentes da cidade de Boca do Acre  procuraram a polícia para denunciar que professores, diretores, pedagogo e outros, praticavam atos libidinosos classificados como estupro de vulneráveis com alunas entre 12, 13 e 14 anos dentro das escolas. As denúncias também foram feitas pelo disk 100 (Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos) que atende casos que envolvem menores e adolescentes.

Os acusados foram presos por força de mandados judiciais, levados para a delegacia sob manifestações de pais e responsáveis pelas crianças, hostilizados pelas famílias das vítimas que, revoltadas, publicaram vídeos da prisão em redes sociais. Eles estão custodiados na carceragem da 61° Delegacia Interativa de Polícia Civil de Boca do Acre ,  a disposição da justiça.

O diretor e jornalista Agostinho Alves do Vale era conhecido pela virulência dos ataques que fazia a seus desafetos no jornal Opinião, se apresentando como paladino da moral, da ética e dos bons costumes. A investigação provou que na verdade ele usava esse disfarce para as ações de pedofilia e violência presumida contra menores e vulneráveis.

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Apesar da intensa repercussão do caso naquele município, o jornal Opinião não se manifestou sobre a prisão de seu dirigente e colunista político.

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