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Pais pedem um ano para transferência de alunos de escola onde funcionará Colégio Militar

Um grupo de pais foi à Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, nesta segunda-feira, 18, para apresentar uma proposta à Secretaria de Educação do Estado sobre a saída dos alunos matriculados na Escola Anselmo Maia.

A escola será extinta para implantação do Colégio Militar e passará a atender apenas alunos do 6º ao 9º ano. Os alunos do ensino médio serão transferidos para outras quatro escolas do município.

Porém, a maioria dos pais de alunos é contra a mudança e, por isso, propuseram que a secretaria permita que os estudantes continuem na escola este ano. Outra alternativa seria a construção de uma nova escola.

“A proposta que eles têm não é uma proposta, é uma decisão tomada de implantar um colégio militar. Não fizeram nenhuma consulta com os pais sobre essa logística de ônibus, não tem segurança, nossos filhos estarão em escolas que nós não conhecemos. Nós queremos que a escola Anselmo Maia permaneça para a comunidade do bairro, que essa era a finalidade. E não implantar um colégio militar”.

A coordenadora de Educação, Ruth Bernadino, afirma que a proposta será encaminhada a equipe da secretaria de Educação.

“Essa proposta já havia sendo discutida, já estava encaminhada. Logo que tivermos uma resposta vamos fazer uma nota e divulgar para toda a imprensa e para a comunidade”.

Na oportunidade, Ruth desmente boatos de que o ano letivo no colégio militar vai começar antes das ouras escolas públicas.

“As pessoas têm que saber diferenciar é para o dia 11 de março. Os colégios militares em toda a região começam uma semana antes por conta da semana zero, que é uma semana que os alunos ficam com só com o corpo administrativo de militares pra fazer adaptações de conduta e regimento”.

O presidente da Câmara Municipal, o vereador Clodoaldo Rodrigues, explica que mesmo não sendo de responsabilidade do Município, a Casa está intermediando as negociações a fim de resolver o impasse entre pais de alunos e governo.

“Não é uma pauta da Câmara. É uma decisão estadual, mas nós não fugimos do debate. O que eles estão propondo é que se eles tiverem que radicalizar, eles vão radicalizar. Nossa função aqui é o diálogo, tentar resolver da melhor forma possível. A comunidade foi pega de surpresa, ela pra ter conversado com a comunidade antes de tomar qualquer decisão”.

 

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