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“Pedritas” furtam cabos de energia da Praça dos Tocos e ameaçam flanelinhas em Rio Branco

Usuários de entorpecentes, conhecidos como “pedritas”, uma referência aos viciados em pedras de crack, estão deixando o centro de Rio Branco às escuras. O mais novo alvo dos larápios são os postes de iluminação da Praça dos Tocos, localizada atrás da Catedral Nossa Senhora de Nazaré, que diariamente tem seus cabos de energia furtados.

Na manhã desta terça-feira, vários postes de iluminação do espaço público e do entorno do Palácio Diocesano estavam sem os cabos de energia, que foram desenterrados e arrancados pelos ladrões, que agem durante a madrugada.

Os cabos, geralmente de cobre, são furtados e vendidos, ou trocados por entorpecentes nas bocas de fumo dos bairros da Base e Preventório.

Trabalhadores informais, principalmente guardadores de carros que trabalham no local são os que mais sofrem com a ação dos marginais. Sem querer se identificar, um desses flanelinhas relatou parte do dia a dia de quem trabalha na localidade e sofre com constantes ameaças dos “pedritas”.

“Tá ficando difícil trabalhar aqui. Perdi as contas das vezes que fui ameaçado pelos pedritas, temos que estar atento, pois eles sempre estão tentando furtar alguma coisa, roubar alguém, é muito complicado, sem falar que agora estão arrancando os fios de cobre dos poste e por conta disso não temos mais como ficar trabalhando até um pouco mais tarde, tá uma escuridão total. Se falamos alguma coisa somos ameaçados”, revelou o flanelinha.

Outro problema é consumo de entorpecente na Praça dos Tocos, que se tornou algo comum. Diariamente jovens, homens, mulheres e até crianças podem ser vistos fazendo uso de maconha, crack e outros tipos de substâncias entorpecentes.

“Além das ameaças ainda temos que conviver com dezenas de pessoas que todos os dias estão na praça usando drogas, isso é muito ruim, pois geralmente nos confundem com os usuários e até mesmo com traficantes. Todas as vezes que a polícia chega aqui somos os primeiros a ser revistados e muitas vezes ainda somos humilhados e chamados de traficantes”, lamentou o guardador de carros.

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