Uma sucuri de aproximadamente cinco metros foi capturada na Reserva Indígena Aldeia São Paolino, no Rio Purus, zona rural de Sena Madureira, interior do Acre. O animal foi capturado pelo professor de biologia Valmir Padilha, após sumirem dois porcos do local.
Padilha precisou da ajuda do filho e do genro Alex Silva, que registrou a ação em vídeos e fotos. O trio levou a cobra para o outro lado do rio e soltou em um igarapé. A captura ocorreu no último dia 28, mas as imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (4).
“Minha esposa deu conta do sumiço de uma porca, de aproximadamente 30 a 35 quilos, no domingo [27). Ela foi procurar e encontrou a porca morta perto de uma lagoa pequena. Avisou para gente, mas na segunda tive que ir para escola na parte da manhã e à tarde falei com meu filho Douglas e meu genro Alex para procurarmos a porca”, contou Padilha.
O trio não encontrou mais a porca no local indicado. Após alguns instantes procurando e seguindo o rastro do animal, o professor localizou a cobra já com a porca dentro da barriga.

Professor captura cobra de quase 5 metros que comia porcos em reserva indígena do Acre
“Medi ela com uma trena e deu 4,80 metros, mas ela estava enrolada. Acredito que em linha reta ela chegaria a 5 metros. Passei umas duas horas e meia tentando capturar”, afirmou.
Em um dos vídeos, os moradores aparecem tirando o saco da cabeça do animal e soltando dentro do igarapé.
“Sumiram dois porcos, estava com medo de vitimar um garrote, boi. Já tinha capacidade de pegar um garrote de 150 quilos. Estava com a porca dentro do estômago quando capturamos. Acreditamos que pesava entre 70 a 80 quilos com a porca dentro. Foi preciso eu, meu filho e meu genro para carregá-la”, detalha.
Retirada
Foram necessários três homens para tirar a cobra da mata, levar até uma canoa na beira do rio e remanejar para o outro lado do manancial. Formado pela Universidade Federal do Acre (Ufac), o professor relembrou dos cuidados necessários para não ser atacado pelo animal.
“O procedimento no caso de sucuri é cobrir a cabeça com saco porque inibimos a capacidade dela de ataque, não vai usar a boca para atacar e nem ver ninguém. Fica até mais fácil de remanejar”, explicou.
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Sucuri foi capturada após sumirem porcos em uma reserva indígena de Sena Madureira, interior do Acre — Foto: Alex Silva/Arquivo pessoal
Por Aline Nascimento

