A futura nomeação do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Ney Amorim (sem partido), para ser um dos articuladores políticos do governdo de Gladson Cameli continua gerando polêmica.
Mesmo tendo declarado por diversas vezes que vai nomear Amorim, o governador vem sofrendo pressão interna para não o fazer. O ex-prefeito Vagner Sales (MDB) já declarou ser contra a escolha do político.
Em contrapartida, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Nicolau Júnior (PP), o 1º secretário, Luís Gonzaga (PSDB) e o líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PP), são a favor da nomeação de Ney.
O movimento a favor do ex-presidente da Assembleia se deve, principalmente, ao fato de Ney ter articulado a eleição da Aleac que resultou na eleição de Nicolau – o que desagradou o MDB e alguns setores do PP. Outro fato que desagradou o MDB foi a subida de Luís Gonzaga, que ficou com o cargo cobiçado por Roberto Duarte.
Ao Juruá em Tempo, o porta-voz do governo, RogérioWenceslau, reafirmou a decisão do governador, mas disse que ainda não há uma data para que a nomeação seja publicada no Diário Oficial do Estado.
O vice-governador major Rocha (PSDB) também é um dos que defendem a partipação de Ney Amorim na articulação política do governo.
Experiência como articulador político
Ney Amorim foi eleito três vezes para deputado estadual e chegou a alcançar a maior votação para o cargo da história do Acre, com mais de 10.200 votos. O político mostrou ser um grande articulador quando foi eleito, em 2015, presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), com unanimidade dos votos.
À frente da Aleac, o deputado ganhou destaque ao conquistar críticas positivas tanto da situação quanto da oposição. Além disso, Ney estreitou as relações entre os poderes Executivo e Legislativo.

