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Cruzeiro do Sul

Rio Juruá volta a transbordar e família precisa sair de casa

Por Redação Juruá em Tempo. 14/03/2019 09:04
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Pela terceira vez, em um período de quatro meses, o rio Juruá ultrapassou a cota de transbordo que é de 13 metros. Na manhã desta terça-feira (12), o manancial alcançou o nível de 13,16 metros e continua subindo, o que preocupa os moradores das regiões ribeirinhas de Cruzeiro do Sul.

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O nível do rio que banha cinco cidades do Acre e outras do Amazonas estava em 12,96 metros, na manhã desta segunda-feira (11), e subiu mais 24 cm em 24 horas. Com a elevação, em ao menos cinco bairros de Cruzeiro do Sul, a água já invadiu as ruas e em algumas regiões já se aproxima do assoalho das casas.

Na manhã desta terça, uma família já foi retirada de sua moradia pela Defesa Civil e deve permanecer no aluguel social até a água baixar.

“Está todo mundo em alerta novamente, com todo efetivo do município pronto para anteder as pessoas. Estamos com o abrigo pronto e vistoriando de manhã e à tarde para dar toda assistência possível”, informou o coordenador da Defesa Civil, José Lima.

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De acordo com a Defesa Civil, a previsão é que o nível do manancial continue subindo nos próximos dias, tendo em vista a cheia nas cabeceiras dos seus afluentes.

A preocupação das autoridades é que o nível alcance novamente a cota de 13,30 metros e passe a afetar novamente uma grande quantidade de moradias, como ocorreu em novembro de 2018, quando 19 famílias foram desabrigadas e no mês de fevereiro deste ano, quando 123 famílias foram levadas para abrigos coletivos.

“Muito embora já tenhamos retirado uma família que mora em uma região bem baixa, a situação se complica mais quando atinge essa cota. Se isso acontecer, montaremos uma tenda aqui no porto, porque é o momento que precisaremos agir efetivamente na remoção de famílias para os abrigos”, disse Lima.

Em parte de alguns bairros, o fornecimento de energia elétrica já foi interrompido e os moradores temem a possibilidade de sair novamente de casa. Esse é o caso da dona de casa Angelita Silva, de 50 anos.

“Sai de casa na primeira vez e fiquei na minha sogra até a água baixar. Na segunda vez do mesmo jeito. Agora já estou pensando, preocupada com medo de subir de novo, pois será outra luta. Minhas coisas já estão todas acabadas e se tiver que retirar de novo eu vou perder tudo”, diz Angelita.

Em parte de alguns bairros, o fornecimento de energia elétrica já foi interrompido — Foto: Mazinho Rogério/G1

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