O JURUÁ EM TEMPO entrevistou com exclusividade Micilene Souza, que contou tudo sobre o caso da pequena Cecília, 2 meses, que veio a óbito após ingerir duas mamadeiras de leite industrial. Você irá acompanhar trechos da entrevista e relatos durante os próximos dias. Confira!
“Eles não me ligaram para saber como seria o enterro da minha filha e não compareceram ao velório. Eu não tinha nem onde enterrar minha filha, uma senhora doou a terra, em Rio Branco, para sepultá-la. Ele só me mandou mensagem, quando dei o segundo depoimento à polícia, dizendo que não acreditava que eu estava fazendo isso”, conta a enfermeira Micilene Souza, que acusa o policial federal Dheymersonn Cavalcante e sua mãe, Maria Gorete Cavalcante, de terem premeditado a morte da filha.
Cecília deu entrada no Hospital Urgência Emergência de Rio Branco (Huerb) às 18 horas da última sexta-feira, 8 – Dia Internacional da Mulher, chegando a óbito pouco mais das 22 horas. No laudo, emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), consta morte por insuficiência respiratória, obstrução das vias áreas e bronco aspiração.
Segundo Miciline, o pai e avó são responsáveis pela morte da pequena Maria Cecília, de apenas 2 meses idade, que morreu após ingerir duas mamadeiras de leite artificial. Em depoimento concedido na delegacia, Dheymersonn e Gorete admitiram terem alimentado a menina com leite artificial, mesmo sabendo que ela não poderia ingerir esse tipo de alimento.
Ainda segundo a mãe, a motivação do crime era o pagamento de uma pensão alimentícia que o policial federal teria que pagar à filha. “Tiraram a vida da minha filha por causa de 400 reais de pensão, que ele se negava a pagar. Sei que foram eles. Se não queria pagar pensão, que falsificasse o exame de DNA já que ele tinha escolhido o laboratório ou que tivesse me matado, mas que não matassem uma criança de 2 meses”, afirmou Micilene, entre lágrimas de dor e desespero.
O enterro no último domingo, 10. A mãe da criança, Micilene Souza, estava em Rio Branco para realização do exame de DNA, exigido por Dheymersonn, que sempre se manifestou contrário a gestação, tentando provocar, inclusive, um aborto.
Entenda o caso
Graciano se envolveu com a enfermeira Micilene Souza durante uma operação que cumpriu em Marechal Thaumaturgo. Desde que soube da gravidez, o policial federal insistiu para que a mãe da criança realizasse o aborto.
Mesmo sabendo dos riscos de um aborto aos seis meses de gestação, o PF insistiu para que Micilene abortasse. Ao ter seu pedido negado, tentou provocar um aborto forçado ao inserir dois comprimidos de cytotec (medicamento abortivo) na vagina de Micilene, enquanto ela dormia, que à época optou por não realizar a denúncia com medo de ser desacreditada.

