A situação da Saúde em todo o Estado está precária. Em Marechal Thaumaturgo, apenas uma médica é responsável por atender a demanda dos mais de 18 mil habitantes. Até dezembro do ano passado, durante a gestão de Tião Viana (PT), a cidade dispunha de quatro profissionais do Programa Mais Médicos, dois cedidos pelo Estado e um contratado pelo município.
As Unidades de Saúde do Estado estão ficando sem profissionais e quem paga um preço alto é a população, que sofre com a ausência de um serviço vital: saúde pública. “Está um caos total. Estamos tendo que fazer uma triagem para ver quem tem mais urgência de atendimento”, salientou a clínica-geral do município, Patrícia Graciela Barbino.
Segundo o secretário de Saúde de Marechal Thaumaturgo, José Maria da Silva, a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos agravou os serviços de saúde. “Apenas a doutora Patrícia ficou por ser brasileira. O Ministério da Saúde nos sinalizou uma ajuda até o final de março. Vale salientar que Média e Alta Complexidade é responsabilidade do Estado, como no caso do nosso hospital que não tem médico”, frisou.
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Enquanto a população sofre com a precariedade do serviço, a médica recém-formada, Marivangela Lima Bezerra, segue desempregada por não ter conseguido se inscrever no Programa Mais Médicos. “Não pude me inscrever no programa, porque o sistema travou e não registrou a minha inscrição. Sou de Marechal Thaumaturgo, moro aqui, a população precisa, mas eu não consegui me cadastrar”, contou.

