Em sessão confusa, nesta terça-feira, 16, a base do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) conseguiu manobrar e adiar a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades no serviço de energia no Acre. A oposição afirma que possuem 13 assinaturas a favor da investigação, precisando agora apenas haver a leitura regimental e conseguinte sequência do processo.
Às 14h, com a presença de apenas 12 deputados na plenária, a presidência da casa deve que dar por encerrada a sessão, sem haver a leitura regimental, passo seguinte para a abertura da CPI. Alguns deputados que estiveram durante o dia, saíram antes do término dos trabalhos, mostrando assim que houve sim uma manobra da base para parar o processo.
O público compareceu em peso e permaneceu até o fim, cobrando o compromisso dos parlamentares. A pressão maior foi para o deputado Luiz Tchê (PDT), que subiu à tribuna para perdir a retirada de seu nome da CPI. Ele soltou, ainda, indiretas para o deputado Roberto Duarte (MDB), sobre sua possível candidatura à prefeitura de Rio Branco. Sua fala mostrou um total descontrole da base governista.
“Esta casa cumprirá um papel importante e subirá muito no conceito da população do Acre. Aqui se trata de uma tentativa de escutar o grito da população, que não aguenta mais”, afirmou Jenilson Leite (PCdoB), que propôs a CPI. Edvaldo Magalhães (PCdoB) falou que é muito estranho o que o governo está fazendo para parar a investigação.
“Venderam para o povo do Acre a idéia de que bastava privatizar a eletroacre que se traria uma gestão eficiente, privada e muito capaz para melhorar a prestação do serviço. Leiloaram nossa Eletroacre, patrimônio do povo do Acre. O comprador pagou R$ 50 mil reais por uma empresa, qualquer um faria com um empréstimo consignado”, afirmou Edvaldo.
Veja quem assinou:
Maria Antônia
Fagner Calegário
Luiz Gonzaga
Marcus Cavalcante
Cadmiel Bonfim
Neném Almeida
Fagner Felipe
Meire Serafim
Edvaldo Magalhães
Jonas Lima
Daniel Zen
Roberto Duarte
Jenilson Leite

