Na terceira edição do programa ‘Fale com o Governador’ deste sábado (6), Gladson voltou a enfatizar assuntos voltados a saúde do Estado, que segundo ele, é seu maior ‘gargalo’, além da segurança, educação e outros.
Após um dia terrível de matança na capital acreana, com registros de três assassinatos em menos de 12 horas, o governador Gladson Cameli falou que ‘a situação já melhorou’ e pode melhorar ainda mais a partir de julho.
Ao avaliar os primeiros 100 dias na área da saúde, ao contrário do que a população opina, afirmou que os resultados foram positivos, e ‘a saúde está cada dia melhor’.
“Estou satisfeito”
Aparentando não ter conhecimento sobre os últimos três homicídios registrados nessa sexta-feira, 5, em menos de 12 horas (fora os demais) só em Rio Branco, o governador disse em alto e bom som que está satisfeito com os dados atuais da segurança pública no Estado. Ele prometeu que até julho a situação estará ainda melhor.
“Até julho a população nos aguarde, pois, irão chegar muitas viaturas policiais, equipamentos e estrutura para dar mais segurança a nossa população. Melhoraram muito os dados da segurança pública. Estou muito satisfeito”, garantiu.
Mancada
Logo depois, um ouvinte tratou de contradizê-lo, afirmando que a única delegacia que atende os municípios de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima estaria fechada, e questionou: “quando voltará a ser ativada?”.
“Acorda, Rêmulo!”
Foi quando Gladson, bastante surpreso com a situação, decidiu mandar um recado ao secretário estadual de Polícia Civil. “Secretário Rêmulo, acorde!”. Na ocasião, o progressista afirmou que iria verificar de perto a questão e saber o que teria motivado o fechamento da delegacia. “Não estou sabendo que essa delegacia de Cruzeiro do Sul está desativada”.
‘Despetização’
As constantes nomeações duvidosas na gestão de Gladson não foram esquecidas. Um morador da região do Alto Acre enviou mensagem questionando o governador sobre a contratação de pessoas do lado petista para atuarem em seu governo. Cameli voltou a dizer que “por mim, já teria acabado com cargo comissionado, mas a lei ampara”.
O fato é que Gladson não pode fugir de suas afirmações durante campana, onde dizia que iria governar para todos. “Funcionários de carreira não posso demitir. Eu dizia na campanha que iria ser governador de todos, não vou contra meu discurso. Precisamos também dessa mão de obra”.
Ele não tirou a razão do ouvinte e disse que as supostas nomeações vinham de indicações políticas de parlamentares. Sobre as ordens de exoneração, ele afirmou: “A caneta é minha, mas as indicações e aberturas de portaria vinham de parlamentares. Faziam a indicação política e quando puxavam a ficha, a pessoa segurava bandeira de outro partido”.
Disse ainda que já pensou em exonerar todos os nomeados para que ele mesmo escolhesse a dedo os comissionados. “Mas quero tratar disso, vou tratar dos assuntos do Estado”. E finalizou dizendo que irar tomar cuidado para que isso não ocorra mais.

