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Governo do Acre vai colocar presos para trabalhar roçando ruas e parques sem direito a salário

Por Redação Juruá em Tempo. 04/04/2019 09:22 Atualizado em 04/04/2019 12:34
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O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) firmaram, nesta terça-feira, 02, um Termo de Cooperação para a utilização da mão de obra dos reeducandos assistidos pelo Sistema Penitenciário Acreano, que se encontrem em regime fechado. Eles executarão serviços de roçagem e poda de árvores e arbustos nas rodovias estaduais, ramais, parques públicos, vias e pátios de prédios públicos, sob a responsabilidade da Seinfra.

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Por meio do instrumento, que também foi assinado pela Juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campos, os gestores buscam contribuir com as atribuições dos órgãos responsáveis em promover a assistência ao apenado, de forma educativa e produtiva, orientando e apoiando para reitegrá-lo à vida em liberdade, e incrementando o convívio no meio social, conforme previsto pela Lei de Execução Penal.

Luana Campos destacou a relevância do trabalho para o processo de ressocialização e resgate da autoestima e dignidade humana dos reeducandos. “Eu considero o trabalho como uma âncora, algo muito essencial no processo de socialização do apenado e o estado está de parabéns em razão de ter estabelecido esse termo de cooperação, dando a eles essa oportunidade”, disse.

O presidente do Iapen, Lucas Gomes, esclareceu que além de trazer uma economia para o estado, ao utilizar uma mão de obra mais barata, a parceria também oferece novas perspectivas de trabalho para os apenados. “É um serviço que acaba tendo uma interlocução entre o preso e a sociedade. Ele se reinsere através do trabalho e se sente valorizado ao prestar esse serviço à sociedade” afirmou.

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No que diz respeito à economia, o secretário da Seinfra, Thiago Caetano, explicou que antes da parceria, os gastos com esse trabalho eram bastante elevados, uma vez que eram realizados por empresa terceirizada. “Só dos parques, o gasto anual era em torno de um milhão e quatrocentos mil. Com esse termo, estamos baixando para duzentos e trinta mil, além de poder ampliar o serviço para as rodovias”, ressaltou.

Caetano afirmou, ainda, que o objetivo futuro das instituições é estabelecer um percentual de contratos para profissionais oriundos dos presídios. “Isso é só um primeiro passo dentro de um conceito maior que nós estamos tentando conseguir junto com o Iapen, que é estruturar um programa de reinserção social. Fazer algo diferenciado e poder trazer uma nova oportunidade para essas pessoas saírem do mundo do crime”, concluiu.

De acordo com a assessoria do Iapen, os presos selecionados para o trabalho, mediante o termo de cooperação, não serão remunerados. O trabalho deles terá como finalidade a remissão da pena.

Com informações da Folha do Acre.

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