Mais de 1.052 médicos brasileiros selecionados para o Mais Médico desistiram de seus cargos nos três primeiros meses do ano. O número equivale a 15% das vagas disponibilizadas pelo governo federal.
Segundo os municípios que estão com dificuldade em manter profissionais no programa, o maior problema de lotação é com as unidades básicas de saúde de municípios isolados e comunidades indígenas.
Na contramão das desistências, a médica recém-formada Renata Lima de Oliveira, contratada para atender comunidades indígenas do Acre, comemora a oportunidade de poder conhecer novas culturas.
Natural de Rio Branco, a jovem conta que vai atender uma comunidade indígena com uma população de mais de 1800 pessoas.
“Eu estou muito feliz. As expectativas são as melhores, estou disposta a dar o meu melhor e tenho certeza que minha equipe vai contribuir com tudo isso. Eu sempre tive vontade de trabalhar com a saúde indígena e, graças a Deus, tive a oportunidade de vir trabalhar agora”.

Renata e Luana são algumas das profissionais contratadas pelo Programa Mais Médicos para atuar em áreas isoladas e comunidades indígenas. Todos os profissionais realizaram capacitação para atender essas áreas.
“Estou muito feliz em poder ajudar meu povo, sobretudo os mais necessitados. A minha expectativa é de poder levar todo meu conhecimento para a parte mais isolada. Minha equipe está muito bem preparada, estamos felizes e empenhados e melhorar a saúde”, comentou Luana, ao acrescentar alguns desafios que devem ser enfrentados, como logística e transporte para essas comunidades.