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Pacientes com câncer têm tratamento suspenso por falta de medicação no AC: ‘cada dose custa R$ 7,7 mil’

Há quase dois meses a família de Wagner dos Santos Reis, de 12 anos, vive dias de desespero. O pequeno luta contra uma leucemia desde 2015, mas o tratamento foi interrompido por falta de medicamentos para fazer quimioterapia. Wagner é o menino que se emocionou durante uma apresentação da banda da PM no Hospital da Criança, onde estava internado, em Rio Branco.

A família é de Brasileia, no interior do Acre, e está desde fevereiro em Rio Branco, quando a doença voltou pela segunda vez. A mãe do menino, a dona de casa Elisandra Valentim, conta que os médicos afirmam que ele precisa de duas sessões por mês durante um ano e cada dose custa R$ 7,7 mil. Valor que a família não têm condições de pagar.

Sem previsão

A gerente-geral do Hospital do Câncer do Acre (Unacon), Áurea Celeste Freitas, confirmou que a unidade está sem a medicação L–asparaginase desde fevereiro deste ano. Segundo ela, o remédio é importado e está em falta no país. Áurea afirmou que os pacientes mais graves estão sendo encaminhados para outros estados pelo Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

“Temos três crianças fazendo essa medicação em especial e o que aconteceu é que essa medicação é importada e a Secretaria de Estado de Saúde não estava conseguindo comprar. Estão tentando comprar, procurando aonde se pode conseguir, porque não é fácil de encontrar. Acredito que em muito pouco tempo tudo será resolvido”, garantiu a gerente.

Emocionada, mãe de Wagner diz que o quadro clínico do menino tem piorado por falta da medicação — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

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