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Queda de parte da rampa do porto prejudica embarque e desembarque de balsas em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá em Tempo.24 de abril de 20192 Minutos de Leitura
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Com as últimas enchentes do Rio Juruá, a força da correnteza derrubou parte da rampa do porto de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre. No local, as grandes embarcações que abastecem a cidade com produtos de Rondônia e do Amazonas estão com dificuldades para o desembarque e embarque de cargas.

A rampa foi reformada há um ano, mas caiu depois de cinco cheias em menos de cinco meses no rio que apresenta vazante há duas semanas. Por conta disso, o embarque de mercadorias que chegam à cidade e dos produtos importados para outras regiões, como a farinha de mandioca, estão sendo feitos por meio de uma rampa metálica provisória.

Os estivadores alegam que a falta da rampa pode causar prejuízos para a categoria. Ele espera que o problema seja resolvido para evitar que os trabalhadores tenham suas atividades interrompidas.

“Nós que víamos aqui a força da água todo ano, falávamos para os engenheiros que não tinha condições de ser feito um serviço daquele e víamos que ia por água abaixo. Mas, agora estão querendo interditar a rampa e como vamos fazer? Estão chegando 3 balsas para descarregarmos aqui e isso precisa ser resolvido, porque somos 40 pais de famílias que trabalhamos aqui e já ficamos parados no verão. Então, a gente aproveita o inverno para trabalhar”, questiona José Carlos dos Santos, representante dos estivadores.

A administradora do porto Núbia Rocha também alegou que a construção da rampa foi feita de uma forma equivocada. “Foi feito um serviço provisório e entregue em fevereiro do ano passado, mas o erro já vem desde o início porque foi um porto construído no curso do rio e isso aqui tudo é aterro”, disse Núbia.

Segundo ela, uma equipe de engenheiros de Rio Branco devem ir à cidade para avaliar as providências que serão tomadas para resolver o problema.

“Serão avaliadas as condições da rampa e o engenheiro vai ver se compensa investir aqui ou construir outro porto em outro local. Porque o barranco também está quebrando e talvez não seja viável investir tanto aqui porque tudo é aterro e a tendência é a água levar toda estrutura do porto”, disse a gerente.

Por Mazinho Rogério
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