Rio Branco, Acre, 24 de setembro de 2020

Alunos da escola Craveiro Costa protestam contra demissão de merendeiras

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Alunos da escola integral de Ensino Médio Craveiro Costa fizeram um protesto após o anúncio de demissão de duas merendeiras, na terça-feira (30), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

Com cartazes e gritos de guerra, os estudantes lotaram o pátio do colégio para pedir que a empresa responsável pelas prestadoras de serviço reconsiderasse.

O diretor da empresa terceirizada, Marcondes Silva, afirmou que não vai voltar atrás na decisão e que duas novas merendeiras iniciam as atividades na escola nesta quinta-feira (2). Segundo ele, as merendeiras trabalhavam para uma cooperativa e que não foram selecionadas pela nova empresa.

“Elas não foram selecionadas por nós, eram de uma outra empresa e, na verdade, nós não tínhamos compromisso nenhum com elas. São pessoas que nós não conhecemos. Sinto muito, mas não vamos voltar atrás, é uma norma da empresa. Não é de competência do diretor da escola ou da direção da Secretaria de Educação fazer escolhas de merendeiras ou de pessoal terceirizado, é prerrogativa da empresa”, afirmou Silva.

Duas merendeiras foram demitidas da escola integral Craveiro Costa, em Cruzeiro do Sul — Foto: Mazinho Rogério/G1

Duas merendeiras foram demitidas da escola integral Craveiro Costa, em Cruzeiro do Sul — Foto: Mazinho Rogério/G1

Trabalhando há um ano como merendeira da escola, Gleciane de Souza se emocionou com o protesto dos alunos e disse que não deixa de ser o reconhecimento do trabalho. Segundo Gleciane, tanto ela como a outra colega de trabalho foram pegas de surpresa com a notícia da demissão.

“Na verdade, houve uma primeira demissão, mas eles nos recontrataram, agora, um mês depois, aconteceu a demissão novamente de surpresa, a gente não estava esperando. Fazer o que né? Demissão é difícil, mas minha emoção maior é mais pela movimentação que os alunos estão fazendo em prol da gente, porque apesar do trabalho ser difícil, a gente cria muito amor e carinho por eles”, disse Glaciane.

A aluna do 3º ano do ensino médio, Miliane Nascimento, de 17 anos, disse que as merendeiras acabaram criando um laço forte com os alunos, que passam praticamente o dia todo na escola.

“O que a gente quer hoje é a permanência delas, gostamos tanto da comida que elas fazem quanto do acolhimento. Nossa escola se tornou nossa segunda casa e o que a gente quer é que elas fiquem aqui”, contou.

Com cartazes, estudantes lotaram o pátio do colégio após demissão de merendeiras — Foto: Mazinho Rogério/G1

Com cartazes, estudantes lotaram o pátio do colégio após demissão de merendeiras — Foto: Mazinho Rogério/G1

O diretor da escola, Flávio Rosas, afirmou que a empresa não chegou a perguntar sobre as profissionais antes de tomar a decisão de demiti-las.

“Para a gente, é um desrespeito total com a gestão da escola, com os professores e alunos. Por isso que os nossos mais de 500 alunos estão fazendo esse protesto”, disse.

Por Marzinho Rogério e Iryá Rodrigues – G1

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