Rio Branco, Acre, 24 de setembro de 2020

O Parlamento – Não foi preciso Gladson tratorar ninguém, governo começa agora

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A Reforma da Reforma, o projeto que estabelece a nova estrutura de governo, foi aprovada nesta terça-feira, 21, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Agora não tem mais desculpa para o governador e sua equipe quando vierem críticas à atual gestão. A máquina terá agora as pastas que eles esqueceram de botar, antes, e mais de 1300 cargos em comissão para distribuir para quem bem entenderem. E nem foi preciso o governador Gladson Cameli tratorar ninguém, como ele chegou a ameaçar.

Velho novo governo

O dia de debates serviu para que os parlamentares apontassem as mais diferentes argumentações, a favor e contra a criação de novos cargos agora. Uma coisa que ficou claro, é que o número exorbitante de cargos comissionados no último governo nunca existiu. Foi provado, pela equipe técnica da atual gestão, que haviam um pouco mais de 1600 postos disponíveis no último governo. Um pouco mais que agora.

Defesa do líder

Luiz Tchê (PDT), o líder da base, fez a defesa, basicamente, dizendo que os governos passados é que estavam errados. Os governos dos quais ele fez parte, bastante parte. “É necessário um diálogo amplo sobre a criação de cargos. Nós esquecemos que o décimo terceiro não foi pago ou que o Huerb está há 10 anos para ser entregue?”, disse.

Prato quente

Quem não aguentou calado as falas de Tchê foi Fagner Calegário (Sem partido). Ele pediu para que o líder não levasse para o pessoal, mas afirmou. “O senhor está cuspindo no prato que comeu”, afirmou. Tchê foi por muitos anos, apoiador e participante ativo da Frente Popular do Acre.

Adjunto no comando

Calegário também aproveitou para mandar um recado para o governador Gladson Cameli. Segundo o qual, está cercado por pessoas que não querer o bem da gestão. Não é o primeiro, nem o último a dar esse alerta. A própria base já o fez. “Ficou faltando apenas a criação de um cargo, a de governador adjunto. Abre o olho governador, tem gente mandando na Casa Civil mais que você”, alertou.

O fim da choradeira

Pois os parlamentares da oposição fizeram de apontar que este dia era o fim da crise financeira do Acre, já que o Estado estava podendo arcar com os aumentos do impacto financeiro do novo modelo de gestão.

Edvaldo: “Hoje é o fim da assombração da crise. Tudo tinha que inventar uma história, em Brasília, o governador disse que se não fosse aprovada a previdência não teria salário a partir de setembro. Tudo que ele falou de cargo comissionado, ele teve que engolir na hora em que botou esse projeto”.

Jenilson: “Esse governo deixa de cumprir sua primeira promessa com o povo e com aval desta casa. O que ele disse era que iria enxugar a máquina. E esse discurso teve um eco muito grande na população”

Duarte: “A saúde financeira do estado é maravilhosa. Porque se há dinheiro para aumentar CEC há dinheiro para negociar com as categorias”

Zen: “O governo está jogando pelo ralo todo o discurso da campanha. Pois diziam que a Frente Popular aparelhava o Estado com CECs”

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