O servidor público Cícero Abiorana, de 31 anos, saiu de Brasília (DF) para encarar um desafio: chegar até a Califórnia dirigindo sua Kombi, também chamada de Florisbela Celeste.
São mais de 15 mil quilômetros que ele vai encarar ao lado do pai e também da cadela Nina.
O viajante já passou por Goiás, Mato Grosso e Rondônia. No Acre, ele está há alguns dias, mas, o destino final é a cidade de Califórnia, nos Estados Unidos. No ano passado, ele pôde ir até o país, mas agora quis fazer o mesmo trajeto por terra. “Gostei muito daquela região e agora resolvi voltar por terra e de Kombi”, diz.
Florisbela Celeste
E é a bordo de uma Kombi personalizada e adaptada que ele encara os dias de viagem. O amor pelo veículo é tão grande, que ele o chama de Florisbela Celeste. O nome faz jus a cor do carro.
“Quando eu adquiri a Kombi, ela era original, na cor branca e eu visualizava uma Kombi azul com cortinas floridas e daí veio o nome Florisbela Celeste”, conta o servidor.
Ao lado do pai, Armando Abiorana, Cícero conta com a companhia de uma velha parceira: a Nina, que vai fazer todo o trajeto ao lado do dono. E foi no Acre que ela tirou o documento internacional, o Certificado Veterinário Internacional (CVI).
“Ela é super inteligente, dócil e meiga. A gente tirou o documento, porque sem isso ela não poderia cruzar as fronteiras”, explica.
O viajante diz ainda que sempre foi apaixonado por cachorros e acredita que estes animais são bons companheiros de aventura.
“Estão com os homens há muitos anos e são animais que gostam de viajar, que são nômades”, argumenta.
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Novas culturas
A decisão de viajar por terra dirigindo a Kombi veio da vontade de conhecer novas culturas e ter novas sensações, segundo o servidor.
“Essa mudança do clima, das pessoas e de paisagens. Eu venho do cerrado, uma região super seca, do centro do Brasil, passando pelo pantanal mato-grossense. Chegando aqui no Acre já temos árvores altas, um bioma amazônico, com toda a sua exuberância. Esse é o espírito de viajar, porque você se sente mudando de ambiente, traz um conforto e um alívio pra quem tem tanta vontade de conhecer coisas novas”, explica.
Apesar da dificuldade em custear a viagem com recursos próprios, Cícero diz que a aventura vale a pena.
É uma satisfação pra mim viajar dessa forma. Não vejo como empecilho, porque muitas pessoas pensam em viagem com um ponto de partida e chegada, mas tem um entremeio, onde você pode conhecer tanta coisa que em outro tipo de viagem você não conheceria”, finaliza.
Por Kelton Pinho, Jornal do Acre