André de Souza Martins e Luciele Souza do Nascimento, acusados de esquartejar e filmar a morte da jovem Débora Freitas Bessa, em janeiro de 2018, são julgados nesta quarta-feira (23), na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco. O julgamento começou às 8h40 e sete testemunhas devem ser ouvidas.
Um vídeo bárbaro em que Débora aparece sendo decapitada enquanto ainda estava viva foi usado pela polícia para identificar a autoria do crime. As imagens vazaram em grupos de WhatsApp e acabaram viralizando. Na delegacia, Martins chegou a confessar que matou Débora por vingança.
A mãe da jovem, Irlanik Freitas, acompanha o júri popular e diz que espera que os suspeitos sejam condenados com a pena máxima. Emocionada, ela afirmou que a dor é grande e que, nesta quinta, acabou tendo que reviver toda a história.
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“Não tem sido fácil, porque além de ter o sofrimento de ver tudo isso, ela deixou um filho, que chama por ela até hoje e eu não tenho resposta. Espero sim que o júri seja realmente severo e dê a pena máxima. Que fique na história essa condenação, assim como ficou na história o crime da minha filha. E fique como exemplo para que ninguém faça mais o que fizeram com ela”, disse a mãe.
A mãe da vítima lembrou que não pôde velar a filha por conta da forma como o corpo foi encontrado.
“Minha filha teve um enterro de caixão fechado. Os familiares não aguentavam nem o cheiro. Teve que ser um velório de cinco minutos. Não pude ver minha filha sequer no caixão para poder me despedir”, afirmou entre lágrimas.
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Entre as testemunhas que devem ser ouvidas durante o júri, três são menores que tiveram participação no crime e que já foram julgados pela Vara Criminal.
Por Alcinete Gadelha e Aline Nascimento G1

