Conhecido popularmente como “furo”, um fenômeno natural chamado de “mudança na morfologia de meandros do rio”, deixou os municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo isolados via fluvial. O acesso aos locais é feito por barcos ou pequenos aviões.

Na prática, o furo do Lago Preto formou-se no trecho que divide a Foz do Rio Paraná dos Mouras e a Foz do Rio Juruá Mirim, o que deixa a população dos municípios sem acesso fluvial.
Cerca de oito produtores estão isolados e sem condições de escoar alimentos como bananas e melancias para demais regiões.

No início do verão amazônico, o fenômeno chegou a impedir a passagem de grandes balsas, que transportavam combustível. Somente após a última cheia do Rio Juruá foi possível enviar os produtos em balsas menores.
Nesta terça-feira, 21, uma equipe do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado estiveram no local para fazer mais um monitoramento.

O prefeito Zezinho Barbary e o secretário de Gabinete Donicélio Nunes acompanharam a vistoria. O prefeito, por sua vez, destacou a necessidade de concluir a estrada que liga os municípios a Cruzeiro do Sul.
“Esse fenômeno tem causado muita preocupação e prejuízos. Há embarcações que ficam paradas até cinco dias para que possam chegar até Porto Walter. É por essas e outras razões que busco apoio do Governo do Estado e do Governo Federal para que juntos aos municípios do Vale do Juruá, façamos a estrada, nossa área territorial de Porto Walter está interligada até o Rio Juruá Mirim e a área de Rodrigues Alves se mantém interligada até a Foz do Paraná dos Mouras, faltando apenas 21 km pertencentes ao município de Cruzeiro do Sul para interligar os três municípios, falta pouco e nossos representantes sabem disso”, disse o prefeito.
Com o envio de equipe do governo para monitorar a situação, Barbary elogiou o esforço do Estado em resolver o problema.
“Me deixa feliz ver a preocupação do governo. Somente a prefeitura não tem como fazer”, conclui.

