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“Houve choradeira e pedido de cargos”, afirma Gladson após reunião com base na Aleac

As últimas semanas têm sido de um forte abalos dentro da base do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Houve a mudança de líder, de forma ainda não explicada, a CPI da Energisa foi aprovada, mesmo a contragosto do governador Gladson Cameli, e vários deputados da base teceram fortes críticas à atual gestão estadual.

Para tentar arrumar a casa, ou parte dela, Gladson conseguiu reunir 13 dos, ditos, 16 parlamentares aliados, nesta sexta-feira, 10. Estiveram presentes Antônio Pedro (DEM), Cadmiel Bomfim (PSDB), Chico Viga (PHS), Gerlen Diniz (Progressistas), José Bestene (Progressistas), Juliana Rodrigues (PRB), Luís Tchê (PDT), Luiz Gonzaga (PSDB), Marcus Cavalcante (PTB), Neném Almeida (Solidariedade), Nicolau Júnior (Progressistas), Wagner Felipe (PR) e Whendy Lima (PSL).

Na estreia do novo líder governista, Luiz Tchê na terça-feira, quase todos os deputados da base resolveram se revoltar com alguma ação do governo do Estado. Para a representante do Juruá, Antônia Sales (MDB), o governador tem colocados verdadeiros infiltrados para atrapalhar os trabalhos. “O governador precisa tirar os porcos-espinhos que existem no governo e que só atrasam sua gestão”, havia dito a parlamentar. Sales não esteve na reunião com Gladson, nesta sexta.

Outros deputados, que supostamente também seriam da base, não participaram da reunião. O que pode indicar a real existência de um racha neste grupo. Gladson vai precisar muito de seus aliados nestas próximas semanas, ele vai encaminhar uma nova reforma administrativa e precisa ter os nomes para Ageac e Acreprevidência aprovados. Isso, sem contar outros projetos que podem chegar na casa, como um possível plano de demissão voluntária.

Em entrevista coletiva após a reunião, Gladson afirmou que “houve choradeira e pedido de cargos”, mas que o objetivo era alinhar o trabalho. Esse é o líder que expõe seus companheiros.

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