Ministro do Meio Ambiente confirma visita ao Acre

Ricardo Salles vai visitar Rio Branco, Xapuri, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, onde vai se reunir com prefeitos e lideranças indígenas

Depois de adiar por quase 30 dias sua primeira visita oficial ao Acre, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, confirmou, nesta terça-feira (25), que estará no Estado nas próximas quinta e sexta-feiras (27 e 28). Ele vem ao Acre à convite do senador Márcio Bittar (MDB-AC).

O ministro que, ao assumir o cargo, minimizou a importância história do sindicalista Chico Mendes para o movimento ambiental, vai estar inclusive em Xapuri, a cidade onde nasceu e morreu o mártir internacional da ecologia. Salles vai também conhecer uma colocação da Reserva que leva o nome do sindicalista, nos arredores de Xapuri. A visita à terra de Chico Mendes será na sexta-feira (28), após as visitas a Rio Branco e a Cruzeiro do Sul, no dia anterior.

Em Rio Branco, Ricardo Salles vai visitar áreas alagadiças do rio Acre e deverá conhecer também o ponto em que o esgoto do Parque da Maternidade despeja dejetos in natura. Após conhecer esses pontos em Rio Branco, o ministro vai a Cruzeiro do Sul e à Mâncio Lima. O ministro vai se reunir com os oito prefeitos dos municípios do Juruá e com lideranças indígenas da região, além do Tarauacá e Envira.

O senador Márcio Bittar disse que a vinda de Ricardo Salles ao Acre será importante porque, ao constatar o problema ambiental causados pelas enchentes ou vazantes do rio Acre, ele poderá liberar recursos que ajudem inicialmente nas pesquisas que visam sanar o problema. “O problema do rio Acre é recorrente. Todo mundo assiste isso passivamente e os governos passados nunca levaram a questão a sério”, disse Bittar. “Antes mesmo de assumir o mandato, eu já estava buscando meios para ajudar a resolver o problema”, acrescentou.

Sobre a ida de Ricardo Salles ao Juruá, Márcio Bittar disse que a ideia é começar o debate em torno do prolongamento da BR-364 de Mâncio Lima a Pucallpa, no Peru, numa extensão aproximada de 150 quilômetros, passando pela Cordilheira. “Ali é o ponto mais baixo da Cordilheira e nós temos que nos aproveitar deste acidente geográfico para prolongarmos a estrada e acabar com a distância e a separação do Acre com o Peru”, disse.

Por Tião Maia – Redação de Rio Branco