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Acre é o 5° do Brasil que mais assassinatos de jovens por armas de fogo

A crise na segurança pública tem se agravado no Acre. O Estado é quinto do Brasil com maior número de assassinatos de jovens, por armas de fogo, segundo estudo do Atlas da Violência 2019.

Nos últimos seis, de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, em menos de seis meses forma registradas 99 mortes por armas de fogo. Dos 126 homicídios registrados, oficialmente, em 2019, mais de 10% foram realizados com revólver.

Segundo o delegado Cristiano Bastos, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Rio Branco, a maior parte das pessoas envolvidas nos crimes “fazem parte de alguma organização criminosa”.

Bastos salienta ainda que um número expressivo de assassinatos é realizado entre membros de organizações criminosas rivais. “Temos trabalhado no intuito de tentar identificar esses autores. Para isso, fizemos uma parceria com o Poder Judiciário para emissão de mandados de busca e prisão. Para que assim, possamos localizar essas armas e tirá-las de circulação”, informou o delegado.

A fragilidade das fronteiras no Acre, apontada como um dos principais problemas do tráfico de armas e drogas pela atual gestão, vem sido discutida desde o governo Tião Viana (PT), que em 2017 promoveu o “Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras: Narcotráfico, uma Emergência Nacional”.

O evento reuniu governadores de todo o país em Rio Branco e foi um marco no debate nacional sobre segurança pública. Após sua eleição, Gladson Cameli (PP) teve que reconhecer que o problema é estrutural e voltou atrás na promessa de resolver a “crise de segurança do Acre em 10 dias”.

Por Maria Meirelles

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