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Rádio pública do Acre estaria promovendo preconceito e homofobia, acusam internautas

Internautas repudiam possível atitude preconceituosa da Rádio Aldeia FM, uma emissora pública, gerida pelo governo do Estado. Segundo relatos, em programa evangélico, na manhã deste sábado, 1, os apresentadores e pastores teriam disseminado preconceito e praticado homofobia ao discursarem sobre a cura gay.

“Rádio Aldeia espalhando preconceito, discurso intolerante, homofobia e desinformação ao vivo em programa religioso”, postou Sérgio de Carvalho, presidente da Fundação Garibaldi Brasil, órgão de gestão cultural de Rio Branco.

O jornalista Marcos Dione escreveu: “Deixar de atender aos anseios da população e abrir espaço para igrejas evangélicas condenar a homossexualidade é um tanto desrespeitoso. Não apenas com os gays, mas com a população acreana”.

Defendida por correntes religiosas, a “cura gay” é uma prática psicológica de “reversão sexual”. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) proíbe psicólogos a oferecerem serviços que proponham o tratamento da homossexualidade, pois fere os direitos humanos. Em abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal reafirmou esta proibição em decisão da ministra Carmém Lúcia.

A Rádio Aldeia, por estar na categoria educativa e ser pública, deve seguir algumas regras impostas pelo governo Federal. No caso desta transmissão, possivelmente preconceituosa, deste sábado fere o Artigo 3º da Portaria Interministerial nº 651, de 1999, que diz: “A radiodifusão educativa destina-se exclusivamente à divulgação de programação de caráter educativo-cultural e não tem finalidades lucrativas”.

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