Rio Branco, Acre, 27 de novembro de 2020

Índios do Juruá recuperam identidade e cultura de seus povos com realização de festival

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Durante anos, os Ashaninkas e Puyanawas estiveram sob ameaça de extermínio mas começaram um processo de recuperação que parece irreversível

 Festival de cultura e resistência

Os povos indígenas mais resistentes no Acre são, sem dúvidas, os Ashaninka, de Marechal Thaumaturgo, que vivem às margens do rio Amônea, e os Puyanawa, de Mâncio Lima. Esses dois povos, atacados em sua cultura e quase dizimados no passado, está superando todas as dificuldades e até a política de exterminação às quais um dia quase foram subjugados. É bela a luta dos caciques Francisco Pìako, dos Ashaninkas, e Joel, dos Puyanawa, para o processo de recuperação da própria identidade e cultura desses dois povos.

Povos irmãos

A identidade e a cultura desses povos chegaram a ser ameaçadas por conta de um sistema de escravidão em que viveram no passado, nos seringais. “Hoje, a gente vê que os Puyanawas retomaram o valor de seu povo, com uma força grande, de dar sentido à história dos antepassados!”, disse o líder dos Assaninkas, Francisco Pyako. Os Puyanawa, por sua vez, elogiam os irmãos do rio Amônea.

Para comemorar a aliança, os dois povos realizaram, juntos, um festival na Aldeia dos Puyanawa, em Mâncio Lima.

Voo inaugural

O governador Gladson Cameli parece mesmo disposto a levar a questão do aluguel do avião a jato, por despesas anuais da ordem de R$ 5,2 milhões, até o fim. Depois de a licitação ter sido homologada, o que já permitiria ao governador a utilização da aeronave, consta que Gladson Cameli faria o voo inaugural nesta quinta-feira, quando deve ir a Manaus. Em Manaus, o governante acreano participará de uma solenidade na qual estará presente o presidente Jair Bolsonaro. Gladson Cameli terá a honra de falar em nome dos governadores da região amazônica, que também devem estar presentes.

Homologação já era prevista

Enquanto isso, em Rio Branco, o vereador e advogado Emerson Jarude (Sem Partido) vive em compasso de espera. Autor da ação popular impetrada na Justiça que visa anular a licitação para a contratação do avião, ele disse à coluna que a homologação do processo já era esperado e que, portanto, não há o que fazer e admite inclusive que o governador, se quiser, já pode até utilizar o avião. “Eu espero que não”, disse.

À espera de prazos

A espera é porque a juiz que recebeu a ação, da Fazenda Pública, Zenair Ferreira Bueno, deu 72 horas para que o gabinete do governador se manifestasse sobre a necessidade de contratação do avião, prazo que ainda não venceu. O Ministério Público também tem o mesmo prazo para se manifestar, quando então a juíza anunciará sua decisão. Há aposta é que ela suspenda licitação porque os argumentos de Jarude, escorados nas declarações do próprio governador de que o Estado está em calamidade financeira, são muito consistentes.

Engrossando a lista

Enquanto não sai uma decisão sobre o assunto, o governador Gladson Cameli vai colecionando adversários por causa da contratação deste avião. Além de Jarude, quem também se apresentou contra a contratação foi o deputado estadual Roberto Duarte (MDB) e outra aliada de Gladson Cameli, a professora Rosana Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Acre (Sinteac). O casal deve engrossar a lista da ação população de Emerson Jarude.

Márcio Bittar, o ambientalista

O senador Márcio Bittar (DEM-AC), apontado por lideranças do movimento ambientalistas, como a filha de Chico Mendes, Ângela Mendes, como uma espécie de apoiador dos predadores da Amazônia, veio a público empunhando a bandeira da preservação. Em entrevista à TV Rio Branco nesta quarta-feira (24), ele propôs a arborização do Parque da Maternidade, no centro da Capital. Apontou que o canal é arborizado apenas em alguns trechos e disse que se recebesse plantas em toda a sua extensão, seria algo, além de belo, muito útil à urbanização do canal. E ofereceu-se para ajudar, ele próprio buscando meios para doações de árvores a serem plantadas no local.

Sem Fernanda Hassem

Por falar em Márcio Bittar, o senador chega a demonstrar irritação diante das informações de que o governador Gladson Cameli vive fazer acenos adulando a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, para que esta venha a ser candidata à reeleição com seu apoio, por um dos partidos de sua coligação – PP, PSDB, DEM, MDB e PTB, além do Solidariedade. Bittar tem dito que nada tem contra a prefeita, mas lembra que, na campanha eleitoral, ela estava em outro polo, defendendo o adversário do próprio Gladson Cameli e de seus candidatos ao Senado, e que em Brasiléia a oposição terá candidato a prefeito.

Tornezeleira eletrônica

Duro para o senador será encontrar em Brasiléia tal candidato, principalmente em seu MDB. Por lá, entre os emedebistas, os que ainda não foram presos por malversação em verbas públicas na época em que comandavam o município, estão sob investigação e correndo o risco de irem para a prisão. Isso, sem contar os que fizeram campanha em 2018 utilizando uma indigesta tornezeleira eletrônica
por ordem judicial.

Carro oficial em garagem particular

Em Senador Guiomard, o vereador da cidade Cleilton Nogueira Cavalcante (PR), depois de receber denúncias anônimas, flagrou um funcionário da Prefeitura do município com veículo – uma pick-up Amarock, de luxo, estacionada na garagem de residência, em Rio Branco, em pleno horário de expediente. Considerado ato improbidade administrativa e apropriação indébita por parte do funcionário, crime que pode se estender aos seus superiores na gestão municipal, o parlamentar chamou a polícia e o veículo oficial foi recolhido ao pátio de uma delegacia, e o motorista Maurício Lacerda, acabou preso.

Se a moda pega, aqui pelo Juruá...

Novo cavalo de batalha

Assim que voltar às atividades, a juíza Luana Campos, da Vara das Execuções Penais da Comarca de Rio Branco, deverá enfrentar um novo cavalo de batalha. Ela deve bater de frente com o vice-governador Wherles Rocha. A briga será pelo prédio onde hoje está instalada a chamada UP-4, prisão de segurança conhecida como “Papudinha”, no Residencial Ipê, onde ficam presos menos perigosos. O vice-governador quer o local para servir de sede ao Bope, grupamento especial da Polícia Militar que está situado exatamente nos fundos da “Papudinha” e que há tempos reivindica o espaço para melhorar suas instalações.

Cabo-de-guerra

O vice-governador, que é Major aposentado e que também é uma espécie de secretário de segurança especial do atual governo, já sinalizou que quer o espaço para atender a seus ex-colegas de farda, mas a juíza já mandou a avisar que é contra. Como Major Rocha e Luana Campos são tidos como ossos duro de roer, o cabo de guerra já deve vir sendo tecido faz dias.

Lebe versus Montana Jack.

O senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que vem fazendo de tudo para não se envolver na disputa das eleições municipais do ano que vem em todo o Estado, parece que não vai conseguir livrar-se de uma disputa bem no quintal de sua fazenda, a “Boi Cagão”, situada em Rio Branco. É que por lá devem disputar, voto a voto e palmo a palmo, a vereadora Lene Petecão, irmã do senador e que deve ser candidata à reeleição, e o anão Jac Montana, amigo de longas datas do parlamentar. O anão preferido de Petecão já anda a pedir votos e não esconde que vai disputar o mandato dentro do PSD com a irmã de seu amigo e já se considera eleito.

As apostas estão lançadas.

Catiripapos no anão

Lene Petecão, por sua vez, foi apontada como a vereadora mais produtiva de Rio Branco neste primeiro semestre de 2019. Mesmo vendo o anãozinho invadindo sua capilaridade eleitoral, mantém-se tranquila. Pelo menos aparentemente. Há quem diga, no entanto, que intramuros a vereadora já manifestou vontade de dar uns catiripapos no enxerido do anão de seu irmão. Se isso for verdade, o anão que se cuide.

Cadê o Arnaldo?

Arnaldo, o garçom aposentado da Assembleia Legislativa, que desapareceu com a mulher faz pelo menos três anos, merece da polícia civil um esclarecimento sobre seu sumiço. Ao que consta, apenas o carro do rapaz foi encontrado, incendiado lá para as bandas da Praia do Amapá, em Rio Branco. Ele e a mulher sumiram e a polícia, apesar de tanto tempo, jamais esclareceu o caso. Tudo bem que Arnaldo não fosse lá flor que se cheirasse, mas já passa da hora da polícia civil dar uma satisfação sobre o caso porque, afinal, Rio Branco não é ainda uma cidade gigantesca em que as pessoas possam sumir da noite para o dia sem deixar rastros. Te alui, delegado Henrique Maciel!

Benefícios na fronteira

Em Assis Brasil, município na fronteira do Alto Acre com o Peru, o prefeito Antônio Barbosa, o “Zum”, e boa parte da população estão em festa e tecendo loas ao governador Gladson Cameli e ao vice Wherles Rocha. Tudo porque o prefeito vai por as mãos em pelo menos R$ 5 milhões para investimentos em obras. Os recursos chegarão ao município através de emendas da época em que Rocha era deputado federal e alocou recursos para Assis Brasil, a fim de atender a seu aliado de PSDB, o prefeito Zum, com recursos para obras.

Obras e investimentos

Com os recursos em Assis Brasil, devem ser executados, já a partir dos próximos meses, um pacote de serviços que deve incluir a Praça da Bandeira, da pavimentação asfáltica das Ruas Rafael Martins Leão e Juvenal Duarte, no bairro Bela Vista. Gladson e Rocha estiveram no município no início da semana e entregaram ao prefeito, simbolicamente, a chave de um dos 39 módulos sanitários domiciliares a serem construídos para famílias de baixa renda, principalmente no bairro Bela Vista, considerado uma das regiões mais carentes de infraestrutura urbana em Assis Brasil.

O sobrinho da prefeita

Por Rio Branco, as investigações de denúncias dentro da Amac (Associação dos Municípios do Acre), feitas inclusive a pedido da presidente da entidade, a prefeita de Rio Branco Socorro Neri, acabam por complicar cada vez mais os dirigentes da instituição. Entre os dirigentes, um sobrinho da prefeito, Marcos Neri, apontado, até aqui, o mais enrolado, inclusive com a falsificação de documentos,

Para combater a desgraça

Em Tarauacá, não será surpresa se o ex-prefeito Rodrigo Damasceno, ainda sem partido depois que deixou o PT, e a vereadora Janaína Furtado, filiada à Rede mas que deve também procurar outro partido, se unirem e formarem uma chapa para a disputa municipal no ano que vem. Os dois e seus respectivos assessores já vêm conversando faz dias. As conversas fazem parte de um movimento que visa tirar Tarauacá das mãos e da influência da atual prefeita Marilete Vitorino, considerada até aqui como uma autêntica desgraça para a cidade.

Coelho com votos

Por falar em Tarauacá, o professor Coelho, assessor técnico da Assembleia Legislativa e um atuante militante político, admitiu que seu nome foi lembrado e convidado por amigos a se lançar como candidato a prefeito de Tarauacá, município onde ele nasceu e do qual é eleitor. “Toda eleição é assim”, disse, ao admitir o convite. Mas, por enquanto, ele acha que é cedo para colocar o próprio nome no debate. “Mas não vou deixar de participar da luta. Vou apoiar um nome”, disse.

Esse Coelho não é do Páscoa. É das eleições, que, ao invés de ovos de chocolate, tem voto.

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