Morador da comunidade Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, Braz Alves procurou o Juruá em Tempo para denunciar uma situação que vem irritando a comunidade em geral. É que as três embarcações de emergência do local nem sempre estão “à disposição” da população.
Neste fim de semana, após saber do falecimento de sua mãe, Alves precisou de um barco para chegar até o velório, em Cruzeiro do Sul. Ele conta que procurou os três donos das embarcações, sendo que dois já tinha saído do porto e o único barco disponível não tinha ninguém para conduzir.
“Os responsáveis pela canoa não estavam e não deixaram nenhum responsável para atender. Fiquei chateado por que a gente fala, mas é o mesmo que falar com uma parede”.
Em geral, essas embarcações menores servem como um tipo de ambulância para levar pacientes até a cidade. Mas nem sempre é possível. O morador conta que só com sua família a situação já se repetiu quatro vezes.
Alves destaca ainda que já houve caso de uma gestante entrar em trabalho de parto e não conseguir chegar até o hospital. “Quando o dono do barco chegou, ela já tinha ganhado bebê”.
E acrescenta: “Fiquei chateado e era caso de emergência. Minha mãe está morta e, como cheguei atrasado, não consegui ver minha mãe uma última vez. Fiquei muito chateado. Quero que os responsáveis façam um alerta para os donos dos barcos, que mesmo que saiam deixem uma pessoa para atender”.

