Senador lembrou que Rondônia conseguiu avançar economicamente porque investiu no Agronegócio e não procurou fazer, como o Acre, o maior número possível de unidades de conservação
O senador Márcio Bittar (MDB-AC), vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, voltou a criticar a ações de Organizações Não-Governamentais (ONGs), que atuam na Amazônia brasileira. As críticas foram feitas durante pronunciamento no Senado nesta semana, quando o parlamentar disse que as ONGs, notadamente as norueguesas e alemãs, atuam com o claro objetivo de dificultar a produção de alimentos na Amazônia e o crescimento do Brasil. .
“Há três ou quatro semanas, vem se falando sobre dados do Inpe, que divulgou dados que agora já se descobriu que existem sobreposições. Mas não se falou dos garimpeiros da Amazônia, não se falou de outras coisas que estão em debate no mundo e o Brasil está dentro disso. Mas o que se falou foi um tema segundo o qual não se pode derrubar uma árvore”, disse Márcio Bittar. “Mas o índio, que está morrendo de fome, que está pedindo esmolas nas ruas de Porto Velho, em Rondônia, em Rio Branco, no Acre, e na Amazônia inteira, que acaba até servindo ao narcotráfico, posto que é humano, este não tem mídia”, acrescentou.
De acordo com o senador, o debate sobre meio ambiente no Brasil da atualidade busca “uma radicalização ao oposto”. Segundo ele, no passado, no Brasil, houve uma disputa “até saudável” sobre quem (governos) criaria mais unidades de conservação nos estados da Amazônia, “Eu venho chamando a atenção para o que está acontecendo na Amazônia. O que está acontecendo lá precisa, obrigatoriamente, responder pela melhoria da qualidade de vida das pessoas”, disse.
Bittar utilizou o Estado de Rondônia como exemplo. Segundo ele, Rondônia progrediu porque desmatou 38 por cento de seu território. “Hoje, se pegarmos a relação dos produtos da exportação do Brasil, na área de comodites, vamos ver que o glorioso Estado de Rondônia, que esteve atrás do Acre há 30 ou 40 anos, está entre os que mais produzem. Ou seja, a riqueza de Rondônia e a extrema pobreza do Acre não se deram porque esses estados concorriam para ver quem criaria mais reservas. Rondônia avançou porque avançou no agronegócio enquanto o meu querido estado do acre ficou parado no tempo”, disse.

