Alunos da Escola Municipal Irmã Diana, de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, estão aprendendo latim em um projeto de extensão da Universidade Federal do Acre (Ufac).
As aulas, que são ministradas às crianças, fazem parte do programa Latim na Escola. A intenção é apresentar a língua e a cultura romana por meio de atividades dinâmicas mostrando aos alunos aspectos linguísticos e culturais que colaboraram para a formação da língua portuguesa.
“O latim não é uma língua morta. Na verdade, é uma língua que transformou-se em outras línguas românicas como o inglês, espanhol, francês, italiano e outras. Sabemos que, se fizermos um estudo mais profundo, a gente consegue encontrar muito dessa raízes latina em nosso cotidiano”, explicou a professora e coordenadora do programa, Simone Cordeiro.
A coordenadora conta ainda que o método utilizado para o desenvolvimento das atividades é o proposto pela britânica Bárbara Bell, “Minimus, conhecendo o latim” que proporciona a interação do aluno com o latim.
“Os alunos têm a oportunidade de poder conhecer prefixo que estão presentes na nossa língua portuguesa, não somente aspectos linguísticos, mas também aspectos culturais, históricos que fizeram parte do nosso processo de formação da nossa língua”, complementou.
Alunos aprendem latim em projeto de latim da Ufac em Cruzeiro do Sul — Foto: Reprodução
Aprendizado
O pequeno Douglas Mesquita, de 8 anos, falou que aprendeu a pergunta: “quem é você?” em latim.
“É muito bom porque a gente aprende mais”, comemorou.
Colega de Douglas, Maria Estefane Andrade diz que o projeto incentiva novas atividades. “Estou gostando porque aprendemos muita coisa e tem novas atividades”,
O tempo total do programa será de 30 meses, distribuídos em três projetos de extensão. Esta primeira fase terá a duração de 10 meses e tem 29 crianças com idades entre 8 a 10 anos.
Para a diretora da escola Eliana Almeia, o programa proporciona aos estudantes a interação com uma nova cultura.
“O projeto está só iniciando, mas a gente já percebe a empolgação dos alunos em querer aprender. Traz uma abordagem sobre os mitos, que os alunos já trabalham no currículo normal. Não é só o latim, tem muita coisa do português, do currículo dos alunos que é trabalhado no projeto. Pra nós é um auxílio na alfabetização dos alunos”, avaliou.
Por Gledisson Albano, Jornal do Acre 2ª edição

