Os serviços dos Correios estão totalmente suspensos em todo país, por tempo indeterminado. Em cruzeiro do Sul, os servidores reivindicam melhores condições de trabalho, protestam contra a perda de direitos e contra a privatização da instituição.
“Paramos geral, pois toda a classe compreende os riscos que estamos correndo. A empresa se retirou da mesa de negociações e pela proposta deles, estamos tendo uma perda salarial de mais de R$ 200 mensais. Anualmente, isso representa a redução de mais de R$ 5 mil. Para quem já ganha pouco, isso é um absurdo”, afirmou Leandro Mateus, diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) de Cruzeiro do Sul.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirmam que a greve é geral e que todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram ao movimento.
Em nota, a direção dos Correios afirma que a paralisação é parcial e já colocou em prática um “plano de continuidade de negócios para minimizar os impactos à população”. A categoria pede reposição da inflação do período e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

