Os trabalhadores dos Correios do Acre decidiram no início da noite desta terça-feira (10) pela deflagração de greve por tempo indeterminado depois da negativa da empresa em negociar melhorias nas condições de trabalho com a categoria. A mobilização local faz parte do movimento nacional que cobra a prorrogação da validade do acordo coletivo.
Com os braços cruzados a partir desta quarta-feira (11), os funcionários realizarão um ato na frente da agência central. O objetivo é demonstrar para a sociedade que a classe precisa de apoio para a manutenção dos empregos, além de evitar o fechamento dos Correios.
“Infelizmente, estamos em greve por tempo indeterminado. Isto não é alegria para nós, trabalhadores. Estamos sem acordo coletivo, e a diretoria da empresa já começa a cortar benefícios dos empregados. A direção dos Correios se negou a continuar negociando e rejeitou até mesmo a mediação do Tribunal Superior do Trabalho, que não mediu esforços para evitar a greve”, detalhou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect/AC), Suzy Cristiny.
A sindicalista vem denunciando a tática adotada pela empresa que vem sucateando a estatal para garantir a venda do que restar da empresa. Caso haja a privatização, muitos Estados podem ficar sem a entrega.
“A venda dos Correios irá trazer prejuízos para a população, pois 5.250 municípios são atendidos por motivos sociais, não dão lucro. A população vai perder, e os empregados também”, explicou Suzy Cristiny.
Além do risco de fechamentos e demissões em massa, os trabalhadores sofrem ainda com a possibilidade de ficarem sem benefícios conquistados há anos, como o plano de saúde que auxilia carteiros no tratamento do câncer de pele, doença que acaba aparecendo em virtude de horas circulando sob sol forte.
A presidente do Sintect/AC explicou que avalia realizar novos atos, além da greve.

