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“Eleição municipal de Rio Branco será decidida pelas facções”, dispara ativista social

Por Redação Juruá em Tempo.18 de outubro de 2019Updated:18 de outubro de 20192 Minutos de Leitura
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Na manhã desta sexta-feira (18), o ativista social e presidente do Movimento LGBT no Acre, Germano Marinho, usou as redes sociais para fazer uma surpreendente declaração. Segundo ele, as eleições de 2020, serão decididas pelas organizações criminosas do Acre.

“A eleição municipal de Rio Branco será decidida pelas facções nos bairros periféricos. A grande parte de moradores nesses bairros irão votar conforme o conselheiro daquela região orientar”, salientou.

De acordo com Marinho, os presidentes de bairros estão sem prestígio, diferentemente das eleições anteriores. “Presidente de bairro não têm mais prestígio de uma liderança desse porte. O candidato à prefeitura têm que traçar desde agora qual a melhor estratégia em relação à essa situação. As pessoas vivem na tutela desse novo poder. Outra parte  vive acreditando que não faze parte disso”, explicou.

Germano argumentou que morador de bairro pobre, atualmente não acredita mais em política e por esta razão, a população acredita mais nas organizações criminosas. “Hoje se não são as igrejas são as facções que dão algum alento  pois as pessoas estão vivendo em muita pobreza, sem nenhuma perspectiva de melhora. A gente não fala, mas é a verdade. Estamos a mercê da criminalidade, da abundante corrupção e do incrível sensor de ignorância e analfabetismo social”, destacou.

O ativista encerrou sua polêmica publicação deixando uma dúvida no ar, se será ou não candidato nas eleições. “Quando me perguntam se serei candidato a vereador em 2020 , a primeira coisa que penso é como farei pra furar esse poder do voto de cabresto das facções, das amarras eleitorais das igrejas, sem ter que me corromper. Mesmo porque nunca tive e não tenho dinheiro, muito menos influência. Até pra entrar em determinados bairros você tem que pedir permissão ou comprar apoio de alguma liderança religiosa.

Enquanto uma parte cega de políticos só enxergam uma parcela higienizada do eleitorado, as que decidem as eleições seguem desassistidas e entregues à sorte ou a essa situação”, concluiu.

POR SAIMO MARTINS, DO CONTILNET.

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