Com mais de 10 casos de desaparecimentos registrados na região do Vale do Juruá só em 2019, a Polícia Civil no município trabalha para elucidar os casos. Um grupo especial, criado para investigar os sumiços, está quase parado, segundo informou o delegado Lindomar Ventura.
“É um grupo que não é muito ativo. Esse grupo não foi nada formal, apenas para trocar informações entre pessoas ligadas à segurança”, informou o delegado.
Só nos meses de janeiro e início de fevereiro deste ano, oito pessoas tinham desaparecido na região. O número chegou a quase 40% da quantidade de casos investigados pela polícia em 2018, que teve 21 ocorrências.
De acordo com Ventura, na região há muitos casos de desaparecidos e o grupo só funciona em algumas ocasiões.
O G1 pediu levantamento do delegado responsável pelo grupo e foi informado que, devido ao deficit de servidores e as demandas mais recentes, não foi possível fazer o levantamento.
Os últimos casos registrados são o desaparecimento o jovem Gabriel Martins Nery de Araújo, de 19 anos, que sumiu no dia 14 de outubro, quando saiu para caminhar com um amigo. Desesperados, familiares oferecem uma recompensa de R$ 5 mil por qualquer informações sobre o paradeiro do rapaz.
Na mesma região, no município de Porto Walter, o jovem Roginaldo Souza Nunes, de 17 anos, desapareceu em uma região de mata quando voltava para casa com o pai e fez um desvio no caminho e não foi mais visto. Ele desapareceu em agosto deste ano.
Sobre o grupo, o delegado disse que geralmente todos ficam sabendo dos fatos e a equipe que trabalha com homicídios e outras instituições da área de segurança entram no caso para trocar informações.
Investigação
A polícia investiga os casos, mas, o delegado informa que o número de desaparecidos, em algumas situações, são de adolescentes que saem e não avisam e ficam dias fora e depois voltam. Outros, são de pessoas que saem para beber e também surgem tempo depois.
“Surgiu um caso e dois dias depois liguei para a família para ver se tinha alguma novidade. O próprio desaparecido atendeu o telefone dizendo que passou três dias bebendo e depois voltou. Mas, têm aqueles casos que realmente a gente não tem mesmo nenhuma informação, outros que são mortos e jogados no rio e não vão aparecer. Mas, não temos números agora”, esclarece.
Além disso, o delegado informou que não existe um sistema que acompanhe os casos de forma automática. No caso, seria necessário um tempo para fazer o levantamento.
- Com informações do Portal G1.

