Ícone do site O Juruá Em Tempo

Aprovados na Polícia Civil do Acre passam por necessidades após o término do curso de formação

Após 2 meses do término do curso de formação da Polícia Civil do Acre (PCAC), candidatos estão passando por situações precárias, devido a não nomeação e, posterior, posse pelo governador do Estado do Acre.

Na expectativa após 3 anos, desde as últimas fases do concurso, os candidatos relatam que, para frequentarem o curso de formação da Polícia Civil (última fase do concurso, que começou no dia 1 de julho com término no dia 2 de novembro, do ano de 2019) tiveram que largar os seus empregos no seus estados de origem, suas famílias, alugarem abrigos em Rio Branco; tudo isso, para realizarem um sonho: serem policiais civis no Acre. E hoje, contam que isso virou um pesadelo!

“Tive que largar tudo no estado de Rondônia para concretizar um sonho, ser policial. Larguei tudo aqui, família, emprego, minha filha que tanto amo. Passei 4 meses me empenhando e, até hoje, após o fim do curso, estou esperando por esta nomeação e sofrendo, pois estou desempregado e me virando aqui no que dar”, disse o aprovado no cargo de agente X que prefere não se identificar, de 32 anos.

Segundo o governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, daria 59 dias (na cerimônia de encerramento do curso de formação, ocorrido no buffet Maison Borges) para nomeação dos candidatos do concurso da Polícia Civil e, segundo o que constatou esta reportagem, o possível cenário seria no mês de maio, e não mais em janeiro, ou mesmo dezembro do ano passado, como foi prometido pelo próprio governador do Estado.

Para y, (que também prefere não se identificar) de 31 anos, também aprovado no cargo de agente, a sua situação econômica é classificada como “delicada”, tendo em vista que o candidato ajuda a sua família e teve, igual aos demais, que largar o seu emprego para seguir no curso de formação e, desde que terminou o curso, vive a expectativa de retornar ao Acre para servir à PCAC e, enquanto isso, não conseguiu um emprego sequer.

“Saímos com esta promessa, a de sermos nomeados. Até hoje? Nada! Observamos os esforços que o governo fez para a realização do nosso curso, mas não podemos deixar de externar a nossa insatisfação, pois largamos tudo aqui, nos nossos estados, na esperança de sermos logos nomeados. Estou passando por sérias dificuldades financeiras aqui, em Rondônia, meu estado de origem. E quero dizer que, mesmo assim, ainda quero acreditar que o governador vai interceder pela gente”.

Ao contrário dos mais 247 alunos soldados da PM, que já estão contratados pelo Estado (começaram o curso de formação no mesmo ano, de 2019, que os candidatos da Polícia Civil), e logo serão promovidos à graduação de soldados na Polícia Militar do Acre, os candidatos da PCAC relatam “angústia”, com a atual situação vividas por eles: sem nomeação, tampouco a posse.

“Tive que largar o meu emprego, assim como os demais, para seguir para última fase do concurso, que é o curso de formação. Talvez a sociedade não saiba, só ganhamos “salário” enquanto alunos, ou seja, enquanto frequentamos o curso, depois disso, se não formos nomeados, ficamos sem receber nada, a mercê do tempo, desempregados. Ainda confiamos na palavra do governador e esperamos o quanto antes darmos seguimento a este sonho, que é servir a Polícia Civil do meu Estado”, frisou o candidato ao cargo de escrivão, do estado do Acre, que preferiu não se identificar, temendo alguma represália.

Sair da versão mobile