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Médica da USP diz que adolescentes acreanas afetadas pela vacina do HPV podem morrer

Por Redação Juruá em Tempo.15 de janeiro de 20203 Minutos de Leitura
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As reações adversas á vacina contra o HPV não é uma exclusividade do Acre. Pelo contrário, reportagens de várias partes do mundo, inclusive do tabloide britânico Daily Mail, mostram que o problema é mundial.

Exatamente por isso, a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Maria Emília Gadelha, que já esteve no Acre, acredita que a vacina deva ser imediatamente suspensa. A conclusão foi feita após estudos clínicos comprobatórios realizados por Emília e pelos médicos Élcio da Silveira Machado, neurocirurgião, e Cleomenes Barros Simões, ginecologista.

“As reações vêm sendo observadas desde a introdução da vacina em 2006, em vários países, em todos os continentes. Há associações de vítimas da vacina anti-HPV no Japão, Colômbia, Dinamarca, Espanha e Estados Unidos, por exemplo”, diz a médica.

O Japão foi um dos países que retirou a vacina de seu calendário apenas três meses após relatos de adventos adversos.

Os principais sintomas são fraqueza muscular, dores de cabeça fortíssimas, sangramentos espontâneos (nariz e ouvido), confusão mental, desmaios, depressão, lapsos de memória, distúrbios psiquiátricos graves, convulsões, crises convulsivas não epilépticas ou também chamadas crises psicogênicas. Muitas crianças estão com quadros neurológicos de fraqueza das pernas com deficit muscular, transformando meninas jovens em cadeirantes, como acontece no Acre.

“Essa vacina é perigosa, tem riscos graves e irreversíveis, o que não justifica o ato da vacinação”, afirma categoricamente a Dra. Maria Emília.

Análises clínicas e laboratoriais de algumas vítimas da vacina contra o HPV, oriundas do Acre, levaram os pesquisadores a descobrir dados dados preocupantes, em especial lesões vasculares, geralmente envolvendo as veias que drenam o sistema nervoso central.

Há ainda um complicador a mais. Segundo a pesquisadora, as adolescentes acreanas correm risco de morte. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) um levantamento em dezembro do ano passado apontou que já aconteceu 567 mortes e 180 tentativas de suicídio associados a vacina do HPV.

“O motivo da suspensão imediata, baseada no Princípio da Precaução, se baseia no número alto e na gravidade dos eventos adversos que já deixaram milhares de jovens anteriormente saudáveis com sequelas irreparáveis no Brasil e no mundo, e que levaram até mesmo ao óbito. Esses dados alarmantes estão no banco de dados de eventos adversos de medicamentos da própria Organização Mundial de Saúde (OMS)”, afirma Emília.

Mas se há relatos de reações adversas em vários países do mundo, adolescentes com graves sequelas em diversos estados do país, inclusive no Acre, porque a vacina continua sendo oferecidas nos postos de saúde? Segundo a pesquisadora, há conflito de interesses com a indústria farmacêutica. “Vários estudos que estão na literatura médica alegando a segurança da vacina do HPV foram patrocinados pela indústria farmacêutica. Você não pode enquanto profissional de saúde atestar a segurança de algo pelo qual você é remunerado. Isso é contra o código de ética médica”, afirma a pesquisadora.

  • Por Leônidas Badaró, do AC24horas.
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